Ma s eu indago:-Devo eu ser o unico a pensar assim ? Foi unicamente para mim que se inventaram os espelhos ? Não. Logo, quem me impeóe de ~ntisfazer e~ te tic el e vaidade percloavel , qual a de publicar um li– vro ? •- Ninguem.• Como obra de arte, qual o fiin que assigna "' ~ - Ignoro. O livro é bom ou é máo ? E' dcshonesto ou ho- n~ ~ ? I A' ultima pergunta respondo com affouteza:- to– dos os defeitos lbe podem ser attribuiLlos, menos o da <leshones ti dade. Quanto ao mais, cabe á critica sensata averi guar. Ao juizo ·evéro e imparcial d'essa critica errtre– go-mc sem constrangimento, e respeitoso espero me– rece r-lh e al gumas palavra ,-ou applaudindo-me ou reprovando-me. Em ambos os casos, nutro a esperanca de reco– lher maio r somma de ensinamentos, que expurgem de mim os defeitos e as imperfeições de que me possa resentir. • 1 ão peço benevolcncia , não aspiro elogios ind l3 - -vidos, nem applausos de encommcncla. Quero uni camente, em interesse meu, que a cri– ti ca cumpra austera e inexoravelmente com o .seu dever, julgando-me segundo o seu criterio. Comprehencla-sc , porém, que a criti ca á qual me s~':metlo é aquella que julga sem egoísmo nem am– b1çoes, livre de odios e despeitos, á cl ara e nitente luz do mais elevado raciocínio. . Caso mereça-lhe e. te pequeuo e ue. prqtencio o li vro al guns instantes de attenção , dar-me-ei por sa– ti fe ito e compensado dos meu labores n'ell e empre- gados. _ Não manterei, entretanto, attitucle rno re~peilosa e humilde ante a critiquice halôfa e irri soria de meia dnzia de janotas ignorantes flUC, n'es te recauto do

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