bio-as, sob promessa de pagamento , de cuidarem d'ella , e res pirando virou-se para a mai s velha elas tre. : . - Ah ! é verdade, o que é fe ito da mãe tl'esta menina ? Ainda não a vi hoje. Estará para fóra ? - ·Não , senhor, respouderam toda s ao mesmo tampo ; ella es tá rheurnati ca abi n'e~se quarto. - Pobre mulher t Vamos vel-a . di sse o sr. . An– drade,-e precedido el e uma das mc'heres entrou no quarto onde se achava a enferma, approxirnou-se da e. Leira onde . ella jazia deitada, tomou-lh e o pulso. chamou-lhe pelo nome vari a · vezes, sacuclio-a. aus– cultou-lhe o coração, e e~pa nlado exclamou: - Morta ! es tá morla ! . Toda s a::; mulheres approximaram-se, fiz eram o mesmo exame e confi rmaram o llUe di ssera o sr. An– drade, murmurando commovicl as: - CoitaJa ! . . . Houve um momento de silencio. O sr. Andrade suava frio por todos os póms; a fronte enruga ra-se– lhe toda e como um criminoso que se sente accusado pela enormidade do crime que cornrneltera , curvou a cabeça e a passos lentos, pezados, diri gio-se para a sala , sentou-se e esconcleo a cabeça entre as mãos. Uma barra de chumbo pezaYa sobre Pil e, esma– g:-rn clo-o. Era a consci encia que o a<..:c usaYa. Ell e era o autor el e todas aquell:1 s desgraça. . Tndo aquillo era obra soa , consc11ucncia da sua perversi– dade. • Ambicionara gozar aqueJla menina e o meio uuiro de sati sfaz er essa ambi ção era e::: treitr1l-a nos fc rreos ann eis da mizeria. O pae ll'e!Ja não lll e mandara r tirar a mczada ; anll', pelo contrario. autorisou o , en procurador a cercai-a ele commodj clacle~ emquanto se con ervasse hone ta ou atê que se ca ' a, e. O sr. Andrade, por(,m, abu ou t1·essa autori sação, ftn gio a retirada d:i mezada, mandou wbr:1r os aln - 6'1Wi ' da casa e ameaçou m:íe e filha com mudanra for ·ada .

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