A Vida de Carlos Gomes
1 A VI D A D E C A R LO S G O ME S 211 neos que estivessem na I talia, assim como os filhos. Tirou-me especialmente do collegio e ainda me vejo toda enfeitada, partilhando já da trépida emoção do autor, assistindo á pri– meira representaçã~ do u Côndor", num ca– marote do Scala, ao lado da prima Elizi– nha Monteiro, a minha querida companheira de infancia, que meu Pae em pessoa tinha ido buscar ao collegio á ultima hora, sem dar tem-' po á menina de mudar o uniforme. Tinhamos mandado fazer, para a occasião, dois vestidi– nhos amarello-claro e devíamos ter dois im– mensos laçarotes de fita verde na cabeça, por– que, na intenção do maestro, a filha e a sobri– nha deviam arvorar as côres do pavilhão na– cional brasileiro! Graças a um malentendido da direcção do collegio, fui eu só a compare– cer com a toilette auriverde e minha prima, com razão, ficou amuada! De onde estavamos, ouviamos os com– mentarios da platéa. Eram enthusiasticos ! Os applausos estrugiam a cada trecho, a cada fi– na! de acto, e foi para Carlos Gomes mais um enorme successo colhido na mesma sala onde 21 annos antes, havia recebido o estrepitas~ baptismo da celebridade com u O Guarany". Naquella noite de 21 de Fevereiro de 1891 os italianos saudavam, em seu maximo theatro . , - . ' Ja nao um Joven estreante, mas o artista exí- mio que soubéra evoluir, lutando embóra, com
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