A Vida de Carlos Gomes

128 !TALA G0).1ES VAZ DE CARVALHO meu Pae, minha governanta e eu, devido ao máo funccionamento dos fogões a carvão de pedra do Hotel, onde estavamos hospedados. Alta noite meu Pae despertou com um forte cheiro de acido carbonico. Já estava meio ton– to. Resistente, porém, como era, teve ainda forças para abrir a janella do seu quarto e de correr para me acudir no quarto ao lado, onde eu dormia com a governanta. Salvou-nos por milagre. Deu-se o alarme em toda cas~, i:nas eu, como criança, já estava sem sentidos, e levei muitos dias para me restabelecer _. Minha primeira sabida foi então para ouvir a "FOS– CA", num domingo, em "matinée", e aquelle novo contacto com a vida reconquistada mis– turou-se a uma de minhas mais deliciosas emoções musicaes que, para sempre, se me gravou na memoria . Falando ainda da "FOSCA", em 1873, transcrevo o que disse Filippo Filippi: "Não ha na "FOSCA" uma só phrase com– mum ou trivial. Tudo é nobre e grandioso e senão é sempre absolutamente novo, é todavia superior ás composições de Verdi, Gounod, Wagner e Ros– sini que lhe podem ser comparadas." I Carlos Gomes nessa opera já revelava uma franca transição para a escola allemã contra a escola italiana, quasi que principal– mente m ~l9~içª , Escreveu-a com suprema

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