A Vida de Carlos Gomes
A VI D A D E CARL O S G O ME S 107 manho brilho e nova immortalidade á sua obra litteraria. No antigo camarote Imperial, collocado em frente ao palco no fundo do th eatro ricamente enfeitado, tendo de cada lado dois immensos can– delabros com velas accesas, presidia a com.mis– são dos conterraneos do Maestro, vinda especial– mente de Campinas para assistir á apotheose e prestar homenagem ao illustre campineiro a quem entregaram em nome da cidade, um rico presen– te. Era uma grande medalha de ouro com um bri– lhante engastado de subido valor." Registe-se que essa medalha (porque não 0 • confirmaria?) pass.9u muitas vezes o li– miar das casas de penhores para soccorrer os necessitados, os artistas sem pão - e afinal, ,desappareceu e não sei qual foi o seu fim. A perspectiva era estupenda! Finalmnte, o sino do palco, deu o ultimo signal e a orchestra, após haver tocado o hymno nacional, dá inicio aos pri– meiros compassos da opera. Regia a orchestra o Maestro '.Angelo Ferrari, artista de eleição que aos bons tempos do velho Theatro Lyrico, já havia feito conhecer aos fluminenses as operas de Meyerbeer, de Gounod e de outros mestres. Levantou-se o panno de bocca de scena, e como era de prever, após cada um dos trechos da musi– ca immortal que já havia transportado num deli– rio de enthusiasmo a culta e difficilima platéa do Scala de Milão echoaram rajadas de applausos. Homens e senhoras de pé applaudiram acclaman– do o Maestro. Os interpretes e o Ferrari taÍnbem foram chamados innumeras vezes ao proscenio, assim como a soprano Gasc, o baritono Spalazzi, o tenor Lelmi e o baixo Ordinas. O Imperador
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