A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

('; A NT pena in. tall ada puj ança : regu1 ari a ram- • •\ A DA- MI ERICORDIA a con.frar ia entrou a viver e os eus exerc1c1os com o 75 com g rande desempenho querem os homens a porfi a cxaltnr- sc lambem en tre o seus iguaes e tomar sobre ellcs ascen– dencia; - lembrar-lhe que são hão de ser pó, é h~1ma linguagem mu ito ingrata ao seu ouvi– dos, :rntc. cnY rgonhanclo- e ,de tão baixo principio, clles concebem o de· ignip de o cobri r com as lionrn e grandeza , quc- o mu ndo lhe facilita, fazendo com clla que o orbe seja o theatro da ua gloria. P orem, por mai que se ele vcllcm em a procurar, ó alcanç.1o uma cliimera, e um fumo que se di ·sipa ft medida que e elc,·a ; ou apena urna glori;i, que por mai que brillic aos ollios tio mundo, é mcno uma e trella cio que uma xlialação, porque de ordinnrio a bu cão pelos precipitados caminlios da ambição, e para injusto fins que lhes inspira o e pirito da soberba. « A religião 11,10 condemnn absolutamente a 'honra do scculo. Elias ão na ordem da providencia outras tantas Yocaçõcs e out{os tanto meio de promover Deus o intercs e da ua gloria, di tribuindo-a segundo as suas vistas sobera nas : non est mewn dare vobzs, sed quibus paratum cst a patre meo. O que a rcligi:io prohibc, é a pi rar a C'llas sem vocação e para fim qu~ não seja fa zer reinar D.cus no cor::tç,,o cios homcn , intcrcs ar e crvir o proximo. Com effeito, o Evangelho só reconhece p r verdadeira honra e solida grandeza a que deriva o eu principio do exercicio de servi r a utilidad e dos oiaro : Qmcumque voluerzi inter vos major fieri sü vester 111 im'ster. E tal fo i a gloria de qu e se apropriou ·o verbo eterno, vindo ao mundo, ~ão para cr servido e para attrahir á si o respeito do homens, ma para o servir : Filius homims non vent't 111inistrari, sed 11t11zistrare. • I ndio\lldo o caracter da v reladeira lionra, cu tenlio fe ito, senhores, a pintura da vossa. Que feliz occnsião seria es ta de u a contemplar mais de espaço? Porém as circumstancias não me pcrmittem mais do que tocar lcvcmeme a esponja n'agua. Que testemunho mais scn ivel da vossa vocação e cscol bn para o serviço dos pobres do que o ardor que vos inspira Deus de saciificar .cm beneficio d'cll c; o officios ele vossa caridade? O senhor de cujas mãos sabirão igualmententc os ricos e os pobre , de cuj a P rovidencia se c.s lcndc á con ervação de todo , segundo a ordem dos seus adoraveis desígn ios, podia por si,mcsmo e sem o soccorro de mãos c,tranlias pro, cr as necessidade dos pobres. « E ile podia ainda multi plicar o pão como no de erto. Ellc podia tirar do seio dos mais duros roc!JC:do o oleo assim como tira dos seus thcsouros o orval ho e a chuva que fccúnda a terra. Mas ell e julgando mais conveniente aos fins da su~ gloria manter a ordem es tabelecida no curso da natureza, e não querendo perpetuar o milagres no mundo, quiz servir-se de vó , e repartir comvosco os cuidados da sua providencia, para teres a honra de cooperar com cllc para a conservação dos pobres, e seres confonnc a refl exão dc- S. Gregorio Nanz. e de S. J oão Cb ry– sostomo, o D eus dos pobres on as imagens vivas da divindade, fazendo com os soccorros da vossa caridridc scn ivcl na terra a sua providencia e bondade. Fac calamz'toso, et szs Deos. « E se o verbo eterno collocou a sua gloria em cvangclizrir e servir os pobres, que honra não é a vossa ele serdes escolbidos e deputados para o particuh1r serviço elo mc,n,o verbo eterno, que para nos mover o amor ao; pobre , :e f1:z o primeiro pobre do mundo? :::ic e le senhor,. deixando o seu tbrono de gloria, onde os raios da sua luz cégão os olho, dos aujos, e a ua magestade faz tremer as columnas e ·as potenciri do céo, vencesse os irnmenso espaços que o scparão de nós, e e manifestasse sensivelmen te aos no o olho , hrivcria ceptro ou coiôa no '

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