A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A NTA A DA MI SERICOR DIA 59 inspirado documento, onde a inceridade brilha ao lado dos incita– mentos á nol re pratica da caridade, declara as razões que o impel- de infelizes se vem correr alegremen te a arranjar-se debaixo elas suas negras Bandeiras : porque não erú ju to lambem que am:ii nobre, e excellente ele todas a virtudes tenha entre nós o seo E sqn:idrão de almas e coibidas! e emqua nto a Tropa dos mãos se empenha em corromper, e e tragar o mundo com na infamias ; que haja hum certo numer o de e piritos heroicos, que repa rem e te damno , edi fi cando ome mo mundo om exemplos ela mais generosa caridade? Eu ,·os consid ero, amndo Filho , as azmente in trnidos da utilidade, e excellencia de , buma ocieclade lestn natureza ; mn se algum fo se tam e tupido, que o não conhece se, pode- , ria ell e ignorar quan to be recommend nclo no Evangelho o alivio dos pobres, e particularmente cio pob res en fermos? Eque cauza mai form idavel do que estas palavra ele J esus Chri to: a) Apartai-vos de mim maldito~, id e ao fogo eterno; tive fome, e não me des te de comer; e tive enfermo, e não me occorre te : minha gloria não be fe ita pnra semilbante mon tros : fo~os da minh a· vingança I eclobrai ,·o sa actividade queimai para sempre estes homens barbaros e crueis que violnndo opreceito da Caridade, tem infringido toda aminba L ei. Poderia ignorar aiocla os repetido clamore , que estão soantlo das trombetas sagradas de hum S. J oão Evangelista: b) Filhinhos, não ·amemos o proximo somente clepalavra, e de Lingua; mas com obras, e verdadei– ros e!Teitos : não ba ta ter para nossos irmaon sentimentos ele estima, e benevolencia; be preciso sign ificar-lhes 0 110 so amor pelas obras que na cem cio coração: aquelle que possue bC::ns des te mundo, vendo que seo irmão esti em mi eria, efecba as suas enh·anbas, como be passivei que tenha a Caridade de D eos? De hum S. P aulo : e) Ordenai aos ricos de te mundo que se compadeção dos pobres mizer.n-ei , procurando por e te meyo aj untar bum fnnd amenlo solido par"a o futuro. De bum S. Lucns : d) R eparti libernlmente dos vossos bens com pobre , e Dcos vos remunerar:\. derramando cm vosso s io buma med ida cheia, e avantajada. e ) Eu vos ordeno (he o Senhor que falla ao seo P ovo ) cu vos ordeno que tenhaes sempre amão aberta parn soccorrer ao vosso irmão pobre e dezamparndo. ' :Mas para que tudo islo? Seria necessario mais para acabar ele convencer aq unlqucr dn nobreza deste Instituto, do que referir-lhe o exemplo admiravel, que deixarão sobre a presente materia os Pagãos sizudos eclezabuzados? Elles erão juntos, diz Seueca, ./) caritativos, e olbavão– se como irmaous, considerando-se ligados pelo vinculo da Caridade e amando-se com amor reciproco; erão doces, humanos, bemfcitore , e fazião passar buns aos outros com ama is gene– roza liberalidade o que tinb ão jun to por seo trabalho, e industria. T al eia a maxima inspirada pela simples rasão aos mesmos Etbnicos. Com efleito, amados Filhos, nunca as trevns, que sobem cio poço do abismo chegarão aser tão cerradas e espessas, qu e soífoqucm a Luz do raciocinio até o po11to de ignora r esta obrigaçam inalicnavel da Natureza: por mais que o infame e desnnturalisado avnrenlo se acas- a) Math, C. 2 1. 4 r. b ) Ep. 3. 18. 19. e) ad Thim, 17. d ) 6. 38. e ) Dcut. 15. II . ./) Ep. 20.

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