A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A SANTA CA A DA MISERICOl DIA Apparelhava-se a Santa Casa para come ar a con~truc ão d um g rande edificio, palaciq vasto, capaz de conter al;-:. uma cent - nas ele doentes, imponente no seu stylo architectonico, cl tado das melhores qualidades dos e tabelecirn nto con ·en r A ernpreza, dig na dos m lhor s encornio , recl amada 111 tan– temente desde tantos annos, ia ser difficil e trabalhosa; não rn a1 possivel era realisar de novo o plano abnegado de F rei Ca tano Brandão; agora não bastavam alg uns milhar s de crusado para • erg uer a casa dos pobres ; as obras deviam abso rver um normc capital, muito superior ao proprio patrimonio da in titui ão . A lei n.º 1.2 3 2 de 5 de Dezemb ro de 1885 , concedera á Mi– sericordia doze lot<:=:rias annu a s, durante o prazo de cinco ann .·, em benefi cio das obras do hospital, fo nte de renda que produziu de 14 de D ezembro de 1886 a 3 1 de Dezembro de 1889, a somma de 310.555$554 réis, então disponível para os primeiro trabalhos. Auxiliada pelos g overnos, confi ante no seu amparo, cumpria ele N ossa Senhora de N azarctb, sendo Governador do E stado o cidadão Justo L eite Cbcrmont, bacharel em sciencias sociaes e jurídicas, e P rovedor da Irmandade o cidadão coronel Antonio J oaquim d·e A lmeida Vianna, teve Jogar, ás oito horas da manbü com toda solcnni dade, pcrnnte num·eroso concurso de membros da Irmandade, entre os quaes todos os mesarios e defi nidores ela actual administração, e outras pessoas ele todas as classes sociaes, e depois da benção religiosa lançada pelo R ever.º j\fonsenbor Doutor J osé Gregorio. Coelho, Governador desta Diocese, a collocação da primeira pedra da base do ediricio do llJlVO hospital da Caridade, pertencente á I rmandade ela Santa Casa da Misericordia, mandado erigir por lei prov incial numero mil duzen– tos e trinta e dous ( 1232) de cinco de Dezembro de i885 e officio da Junta do Governo Provi– sor io deste E stado, de onze de Dezembro do anuo find o, devendo o eclifi cio ser construido con– forme os planos do engenheiro civ il Manoel Odorico Nina Ribeiro, correndo as despezas pelo beneficio das loterias concedidas para esse fim pela citada lei e pelo~ donativos que possam advir do impulso generos o dos corações bem formados em prol de tão meritoria obra humanitarin. Para eterna memoria lavrou-se o presente ten:10, extrabinclo-se copia, que será collocacla na caixa de cobre, conjunctamen te com os jornaes cio <lia, moedas nacionaes de ouro, prata, nikel e cobre de todos os valores, e cop ias das refe ridas lei e offi cio, a qual caixa tem de ficar dentro ela pedra da base do alicerce do novo eclificio, sendo o mesmo termo assignado pelos cicladiios Governador cio E st.ado, R evn.º Governador da D iocese, mais autoridades, membros da Irm:111clade e outras pessoas que a sistircm a esta solennidade. E cu Antonio N icoláo Monteiro Baena, defi nidor secretario ad-hoc, o subscrevi. (Seguem-se cento e trez assignaturas). ill anuscnjto pertencente ao archiv o da Santa Casa.
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