A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

• 31 0 A A TA CASA DA .lll 'ERI ORDIA e a anta Casa da 1i ricordi a ; ella fo i a cau a p rma n ntc d u- rante longo annos das manife taçõe pid mica , li a á peste um pesado tributo, relativament talvez o ma i o. Expulsos de seus lare , faminto , e fa r rapado , milha r d e inD li- zes buscaram o Pará, como a der radeira tabAa d alva u lhes deparava no seu o-rand e info rtunio ; obrios, paci nt , r i– g nados, pareciam t r her d itarias qualidade pa ra o offrim ent ; valentes atravez das maiore dore phy ica e mora , toico como se o pode er, mal applacava a torm nta das ua d o- raça , lançavam-se ao trabalho, afrontavam novos per io- , fe rt ili ·ando o so}o, colhendo productos natu raes, prestando á indu t ri a xtractiva da borracha o contigente de braços ma is robustos que lh er a dado aspirar. N enhum E stado do Braz il soffreu a inda a provaçõe d Ceará; nenhum como elle foi tão rudemente experim ntado. A corrente emig ra tori a para o 1 ,A.mazonas Pará tornou-se desde muitos annos inin terrupta, mais ou menos volumosa con– fo rme as circumstancias que a influenciaram; a secca imp iedo a trouxe milhares de colonos ás plagas do Paá, e a prosperidade de muitos nas ubcrr imas t rras do exílio, out ros attrahiu, fasc ina– dos pelo lucro. O governo da provínc ia, auxiliado pelo t>overn o imperial, t ratou de acudir os retirantes na miseri a que os fl agellava, creando nucleos coloniaes para Jocal- os, fo rnecendo-lhes transportes e ma– nutenção g ratuitamente, durante o tempo necessa ri o ao seu esta– belecimento. A horr ível secca que devastou o Ceará de 1 8 77 a 18 79, elevou a emig ração para a nossa província ao apogeu; o hor– ror do soffrimento d'aquelle povo de heroes, era despejado com os andrajosos infelizes, pelos paquetes do sul, nos t rapiches d e Belem; legiões de homens, mulheres e creanças supplicavam urgentes soccorros: precisavam de roupa para cobri r o corpo, alimentos . . pa ra revig orar o org an ismo abatido, de remedios para curar as enfermidades, de empregos para ganhar a vida.

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