A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A A"i\'T.\ ,.\ , X D )fL ERICORDT . Firrurae. ali nte C' m todo o ortejo, att rahia sobre si todas as Yistas, quer pelo eu todo angelico bello, quer pelo canto sentido om que dominava a turba. h ra em g eral uma menina de deseseis a dcso ito anno , bella d ph) sionomia e com bôa voz, que desem– penhava a diffic il tarefa d cantar a antiphona. qui e ali, parava o p re~tito; o silencio respeito, o augmentava com a immobilidade do povo ; ntão, ubindo o degráos de uma pequena escada, emerg ia da onda popular, o anj o, realçado pelo_sel, rico ves tido de s da branca e pelo reluzente d iadema d ouro e ped raria que ornava- lhe a fro nte. 1 . -u. labio partiam, as nota da melancho– li ca e sentida anti phona que prin cipia. Ó vos o7llnes que traJ1stl per v iam; sua mãos desdobravam d po is a veronica, expondo aos olhos dos espectado re a cabtjça ang u tiada de Jesus, corôado el e espinhos, gottejante ele sang ue. Findo o cartto, a matraca re– boava d novo ao lon°·e e a procis. ão retomava a sua marcha int rrompicla. Logo apó o anjo vi nha um rico esq ui fe, com a imagem do Senhor Morto, coberta com fin íssima colcha de seda e carre– gado po r quatro irmãos da Miserico rdia. Sobre elle estendi am seis outros irmaos um riqui s imo palli o d!=! brocado, pendente de pesadas varas ele prata. imag~m ele Nossa Senhora, em ta– manho natural, bella e important obra d'arte, em cuj o rosto resig nado e triste ha \·ia a expressão carac terística elas g randes dôrc ·, seg ui a o cadaver de hri sto, obre um custoso andor, ro– deado de cyp restes. Um o- rande batalhão de infanteria, de arma · cm fu n ral, fec ha \ a o p restito e a banda de mu ica mai solenne tornava o enter ro com a harmonia commovedora das marchas fu nebres. O longo traj ecto da proci são e a continuas pa radas obri– ,n-a torias, demoravam muito a c r monia ; quando o cortejo reco– lhia-se a anto lcxanclre, nao fa ltava muito para a meia noite. Na cg rcja, um orador sacro prégava o sermão d lag rimas e, •
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