A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
A SA TA C A D\ II E l I . RDIA Forma rçtm os di cipulos d Loyola a r li rio ·a ma1 · punj a nte e ma is r sp eitada no Pará· ' do outro frad ap na concorreram com 11 s na acqui ição de pinrr ue · patrímonio , mer cena rio e os carmeli tas, p rohibido e m se acha am o licença minha, e o que poderão render. A Raynha ossa Senhora o mandou pelos onselheiro.– do seu Conse lho U ltramarino abaixo assignados e se pa sou por duas via . E stevão Luis Cor reya a fes em L isbôa a nove de Março de mil sete centos e eten ta e nove. e la cem rei . O S ecr etari o J oaq."' Miguel Lopes da Lavra a fiz escrever. Luis D iogo L obo da Sih·a, J oão Bapti ·ta V az Pereira-; Copia. S enhora. D izem o P rov.º' e Irmaons da Meza. ela an ta a a da Mizericordia d a Cidade de Bellem do G rão Pará com o mais perfund o re pe ito que sobem por es ta a R ea l Prezença de V . Mag.' 1 º como sua R eal P rotectora a expôr a grand e pobreza e decadencia da mesma Santa Caza, e o quanto por este motivo tem diminu ido o grande intuito de bras Pia que b e e foi semp re o obj ecto pri ncipa l das Mizericordias. A San ta Caza da l\fizericordia desta Cid.º, Soberana Senhor:i, sedistingue das mai Irmandad es que pessuem bens de Raiz por ter feito consistir todos os seus bens em índios, no tempo da sua E scravidão afi m de cultivar com es tes as herdades que tinhão e erão o seu P atri– monio; mas com aliberdade d os mesmos Indio ,' não só perdeo aquelle Cabeda l mas t;1mbem a mesmas faz endas que por fa lta de Artifices que as culliva sem vierão a fi car em espeça l\fatta; fica ndo desta mesma for ma em tal decadenci a amesma Santa Casa que he percizo que o Pro– vedor e Irmaons da Meza fação de sua algibeira o gasto Annoal quando bem não podem soccorrer as proprias n ecessidades . Alem dis to acbase a Igreja da mesma Santa Casa da Misericorclia ameaça ndo total rui na. faltando lh e todas as Al fayas para o uso do Santo Sacr ifi cio da Mis a, de fo rma que se não fora a espírito Cathoi'ico de alguns devottos que tem concorrido com alguns ornamento de esmolla teria já seçado o mesmo uso d'aquell a. Por estes motivos tem de tal forma esfer iado o a nimo dos devottos Irmaon qn e inteiramente se escusão de asseitar cargo algum da M:eza, pois além do dezembolço que fa zem se acb ão sós atbé para os mesmos actos Pios. este E tado, S ob erana e Excelsa S enhora ha varias Fazendas de Gados que farão dos J esuítas e se acbão dadas a diversas Mill itares a arbítrio dos Governadores do mesmo como se aque!les tivessem mayores m er ecimentos pa ra aquelle indul to, ou se não lhe fosse suficien te O soldo dos seus, r espectivos P ostos. Estas faz endas, Senhora, sendo V . Mag.u• serv ida podião sem despend io algum da Rea l Fazenda servi r d e Patrimonio aesta San ta C 9 za para de seus rendimentos se r eedificar a I greja, comprar A lfayas efaser os sufragios que manda o Cu'mprimicio pelos Irmaons Ficando assim supridas as urgentes necessidades da San ta Caza que te poderá perseverar se a magn anima P ie<l .º de v . l \fag.ct• espalhar com ella as graças com que costuma fer tilisar todas as Irmandades e com mayor excesso ~quellas que como esta são do R eal Padroeiro de V. Mag.ct" . D esta Graça que esperão da benigna Clemencia _de V. Mag.d• nunca se esquecerão o: coraçoens dos Irmaons e dos mais puros e fie is Vassallos de V . Mag.u• rogar a D eos lhe felicite os annos do seu Govern o e ao Augusto e Soberano Consor te de v . Mag•u• E l-Rey rosso Senhor, para que ambos em seu san to ser viço nos felicitem com O seu amparo. O mesmo
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0