A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

empurrava o padecent , lan ava-o f6ra da escada, projectava-o no vacuo e, para abreviar o upplicio, aga rrado com amba as mãos á trave, mettia- lhc o pé. no hombros, aucrm ntava com o s u pczo a estrano-ulação. \. victima pernea,·a no ar como um bo_n co de amisão, o rosto intumescia arroxeava- e, as palpebra abriam-se desmedi– damente, os g lobulo oculares ah iam da orbitas; a li ngua, repel– lida pelo laço, numa d rradeira tentativa para respirar, pulava fó ra da bocca, em comp rimento <lesme urado. Di ante d'aquell a horrida figura, o povo não tremia, delirava : recomeçava o u su rro, o-rito , gargalhadas, gracejos, irrompiam de todas a bocca , confu ndindo- e in intelligivelmen te num só alto rumor. Gosava po r mom ntos o carra co os applausos da multi– dão, no des mp nho cl'aquelle repugnante dever que era como um rcfen ela sua propria ,·ida; depoi cortava a corda e o corpo elo enforcado d sabava obre a plataforma, aos gri tos da plebe. o baque surdo elo cadaver nas taboas, re tabelecia-se de novo o silencio : obr o estrad solitario e magestoso, erguia-se o vulto necrro do frad , de costa para o morto, a cabeça inclinada para a fr nt , a farta barba obre o I eito, a mão cruzada ,. no recolhimen to da oração. Cumpria doutrinar o povo, aproveitar aquellc momento, aquella cominovente tragedia, > para a predica moral ; era o fra de quem encerrava o acto com o ermão. Começava depois a debanda~a, não uma debandada lenta, · silenciosa, sob a infl uencia d'a 1uelle quadro vivo horrível, mas rapicla, b uliçosa, alegr , como se ali tivessem representado uma se na ele comedia ou de opereta. A tropa retirava-se ao som fes- · ti va da niusica, das cornetas e dos tambor s, a l\Iisericordia, porém, p rmanccia junto ao patíbulo; a ju tiça do r i nada mai tinha que ver ali , supp6mira o crimino o e partira, entretanto a irmandade devia ainda as istir os seus e cravo metterem o cada~ v r na tumba tomar m obre eu hombros o. pc ado fardo. Só

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