A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

A A)ITA C SA DA MISERICORDIA quanto a questão abalou os espiritos, quanto de ard ntc, de de co– medido, teve o papel da imprensa. Emquanto fremia a polemica, a Orden · Terceiras de São Francisco da Penitencia e ossa Senhora do Carmo, e a Confraria do Senhor Bom Jesus dos Passos recorreram do acto da uspen ão para o imperador. A Misericordia, porém, acceitou a pena e ab te– ve-se de recorrer. ' A semana santa começára no domingo 6 de Abril, a portaria do vigario geral fôra baixada logo na segunda-feira, de modo que ficou a Santa Casa privada de fazer as suas fe tas de quinta sexta-feira santa; desde tempos immemoriaes pertencia-lhe promo– ver as procissões <los fogaréos e do enterro do enhor, cere_monias de g rande apparato e pompa., 1 Constando ao provedor que o 1 conego José Pinto Marques, reitor do seminario, tencionava reali- sar as procissões, recommendou ao thesoureiro que não consentisse tirar as insígnias, objectos ela paixão, paineis e u~ensi1ios, de pro– priedade da Santa Casa e g uardados na sachristia da egreja de Santo Alexandre, medida ·esta que visava impedir a sahida dos prestitos. A Misericordia procurava vingar-se do interdicto. U m g rande escanclalo d'ahi adveiu: ao anoitecer de quinta– fe ira santa enorme concurso de povo enchia o templo dos jesuítas e derramava-se pelo largo da Sé, á espera da tradicional procissão dos fogaréos, mas em desusada confusão, num rumor surdo e con– tinuo, indicador de que alguma cousa de anormal havia succedido. Fôra o caso que, indo o provedor e quasi todos os membros da Meza, ás 6 horas da tarde, ao templo, tinhàm encontrado aberta a porta da sachristia. e vasios o~ armarios e gavetões onde estavam guardados os objcctos alludidos. A indignação dos irmãos de um lado e o exaltamento de alguns adeptos do bispo, e seminaristas de outro, chocaram-se ahi, 1 Vide o capitulo vi. •

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