A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

2 1 2 A SAr TA CASA DA MI ERICORDIA por convemo politico. D'estç1. fórma recebi a retribuição dos meus serv1cos » . ' Resumbra cl'estas palavras o amor-propno offendido, mas a verdade não foi prostergada. Na provedoria succedeu ao Dr. Pereira Guimarães o irmão João Augusto Corrêa, cuja administração principiou em 2 5 de Março de 186 I, e, antes de findo o biennio compromis al, t ve duas interrupções, ·uma p reenchida pelo vice-provedo r Antonio José de Miranda, 1 e a outra pelo vice-provedor Manoel Gonçalv · da Cunha Meninéa, que o substituiu. Ao provedor Corrêa dev u a Santa Casa entre outros melho– ramentos, a restauração da eg_r ja de Santo Alexandr , obra que importou em 7. 11 6$824 réis, 2 sem incluir nesta cifra as doações particulares de materiaes de construcção, e os reparos de alguns altares feitos a expensas de vario irmãos. Depois d'es te grande concerto: entrou o templo a ser muito procurado pelo povo, não só pelo seu asseio e ordem, como por tel-o o bispo escolhido para sua capella. No biennio de 1863 a 186 5, desempenhou o cargo de pro– vedor o illustrado medico Dr. Francisco da Silva Castro. 3 · 1 Fallcceu cm 5 de Julho de 1862 . 2 A irmandade gastou 4. II 6 824 réis dos seus rendimentos, e recebeu· do th csouro provincial 3.000$000 réis. r 3 Era natural de Belem do P ará, onde nasceu em 2 1 de Abril de 18 15 ; foram seus paes o capitão de milícias e depois negociante matriculado J osé da Silva Castro, e D. Bibiana Luiza Ardasse de Castro. Depois de ter os estudos primarias na sua cidade natal, seguiu para Portugal, onde fez em Coimbra o curso ele humanidades. F requentou a Escola Mcdico-Cirurgica ele Lisboa, mas recebeu o grau de doutor em medicina cum mag na laude, na universidade belga de L ouvain. Em 1838 regressou ao Pará e consagrou-se ao exercício ela clinica. Na qualidade ele presidente da commissãa de hygiene prestou assignalad9s serviços durante as epidemias da febre amarelia em 1850, e do cholera-morbus cm 185 5. E stes trabalhos mereceram justas recompensas : D . P edro II, imperador cio Brazil, agraciou o Dr. Castro com o habito de Caval– leiro da Ordem de Christo, e com a commeneia da Ordem da Rosa; o rei de Port4gal deu-lhe as commendas da Ordem de Nos; o Senhor J esus Christo e da Antiga, Nobilíssima e E sclarecida •

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