A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
168 .-\ ANTA A "A D\. MI ERLCORDIA . anta Izabel, advogada e padroeira da anta Ca ·a, e o · consistiriam na pratica de obras pias e de misericordia, e soccorro dos pobres e dos enfe rmos lesvalidos. ' seus fins m favor Seria illimitado o numero do irmãos, sendo condiçõ s pa ra ser admittido, professar a reli g ião christã, ser t mente a Deus, morigerado e caritativo, ter vinte e cin co annos completo de idade, possuir claro entendimento, saber ler, escrever e contar, di ·por de meios de segura subsi. tencia de modo a ·er-lhe possível acudir ao serviço da irmandade, em faze r sacrificios e .·em sus– peita de se aproveitar do que corresse pelas suas mãos. Ficavam prohibidas as discussões sobre as qualidades dos proposto · a irmãos; depo1.s das syndicancias necessarias, cada mezario fari a o seu juízo e votaria com uma esphera branca ou negra, confo rme quizesse acceitar ou recusar o a pirante. Sem um terço ao menos de votos favoraveis ning uem poderia ser admittido, e ao recusado só no exercicio seguinte seria facultado apresentar-se de novo. 2 Á admis ão precedia um juramento 3 prof~riclo pelo neo– phyto, de joelhos diante do provedor, com as m.ãos sobre um volume dos Santos Evangelhos. Aos irmãos cumpria acudirem com presteza ao chamado do provedo r e da Meza, acc itarem os cargos · para que fossem eleitos, comparecerem ás solennidades , Compromisso, cap. 1.º, art. 1.º . 2 Idem, cap. 1 . 0 • J Era este o theor obrigatorio do juramento: « l'or estes San tos E vangelhos, cm que ponho as minhas mãos, juro servir esta irmandade confúrme o Compromisso d'ella, e em parti– cular de acud ir a esta Caza de Misericordia todas as vezes que ouvir a campa, com a insígnia da Irmandade, ou fo r chamado pelo Provedor e Meza para servir a Deus, e cumprir as obras de Misericordia na forma que por clle me for ordenado, não tendo legitima cauza, que, segundo D 1:us e minha consciencia me accuzc. Assim mais juro votar e dizer aquillo que mais convier ao serviço ele Deus, e bem da Irmandade em todas as Mczas e Juntas Dctinitorias e eleições, sem respeito algum a afTciçõcs ou paixões contrarias; e, debaixo do mesmo Juramen to, prometto guardar segredo em Lodas as cuizas que diante de mim se tratarem cm l\l c1.a, cm Ju nta Dcfini– toria, em eleições ou qualquer outro acto, que debaixo de segredo se fi zer para o serviço de Deus, e bem da Irmandade. Amcn » .
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