A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

. . A SANTA CA A DA MI ERICORDTA tinuo de que a irmandade não podia facilment libertar-se. Toda. as Mezas tinham para assumpto obri o-atorio, cliffi ci l interminav ,], das suas reuniões os negocios das fazendas; as actas apre entam-. e sobrecarregadas de propostas, de debates extensos, de r petidos accordãos sobre es ta materi a. Vario methodo. de administração, tentados uns após outros com maiores ou menore in ucces o , mostrararn inutilidade quasi absoluta e assim a idéa do arrenda– mento tomou vulto entre os mezari o , a principio muito inffi n. os a ella. Em sessão de 24 de Maio de r 84 2, resolveu a l\tieza firmar com ô commendador Antonio Lacerda Chermont um contracto de arrendamento da Caviana, por espaço de cinco annos e .med iante o aluguel de tresentos mil réis annuaes. Este accôrdo póde par cer desfavoravel aos interesses da Santa Casa, mas, uma vez levada em consideração a ausencia c~rnpleta de gado na faze nda e as despezas avul tadas que o seu custeio despendia, ver-se-á cm que afflictivas circum_stancias trazia elle uma verba pcqu na certa ao orçamentos. Com o P inheiro não se fez arrendamento, assignou-se apenas um contracto de aclminis~ração, pelo qual obrigou-se Antonio Eduardo Drumond a dirigir a fazenda, por um anno, percebendo a terça parte do saldo que a receita apresenta.-se sobre a despeza; firmada esta convenção em 1 .º de Abril de 1843, ao findar o pra ·o estipulado, mostrava uma commissão composta pelos irmãos José Xavier de Brito e A~meida·, José Joaquim Pimenta e José Coelho da Iotta, com um relato ri o sobre o estado da propri edade, que convinha conservar o administrador. Estas ·medidas não produzira_m os resultados previstos; cada vez mais accentuava-se a necessidade de vender os bens impro– ductivos que, não oh tant a auctorisação da 1 i de 1 840, continua– vam no pà.trimonio da irmandade. Cumpria quanto antes tomar a ' iniciativa d'este negocio, pois que dilatai-o importava em prolongar

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