A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna

.. A SA TA CA A DA MISERICORDIA ' Meza; cumpria, pois, resolver antes de qualquer acto, qual alvitr convinha tomar: a continuação do conselho que fo rmavam, ou a eleição de outro. Opinaram por este ultimo os irmãos Pedro d Alcantara, Marcellino P er~igão e Manoel Vicente, produzindo sensatos arg umentos que o recebedor Ri beiro conseo-uiu dest ruir com os votos dos out ros irmãos presentes; para elle a Meza devia continuar a gerir os negocios _até Julho do anno se uinte, vi to como não havia exercitado as suas fun cções durante o praso sti– pulado no compromisso. Esta allegação, como a ter passado o tempo reg ulamentar das eleições, tambem apresentada, estava longe de auctorisar a permanencia do conselho, ta1Jto mais quando o numero de seus membros achava-se assaz reduzido. Accrescia ainda que á i\Teza não assistia competencia para julgar a sua propri a perman ncia; a deli beração do assumpto era privativo da as embléa geral dos irmãos, pois cumpria-lhe resolver os casos obscuros ou não pre– •vistos no compromisso. E ntretanto talvez conveniencias de monta justifi cassem no momento esta attitude do conselho, porquanto não houve prote ·– tos por parte dos irmãos e o p residente Andréa não viu illegali– dade em approvar o acto da Meza. ' Antes que a Meza conseguisse reuni r os membros indi spen– saveis ao celebramento das sessões, o recebedor Ri beiro que, logo após a victoria da legalidade contra os cabanas, assumira, na falta do secreta rio, a gerencia da Santa Casa, tratára de restabecer uma fonte de rendas, recentemente praticada e já tolhi da por ordem do inspector da th souraria provincial. O alvará ele 3 ele Fevereiro 1 L ivro manuscripto das actas da. Santa Ca$a. Vol. de 1836 a 1840. F l. 2 e ver~o. A ssignam a acta, Manoel R odrigues de Al meida Pin to, como provedor, Manoel F ernand es Ri– beiro, como recebedor, e Manoel V icente de Carvalho Penna, J osé J oaquim F erreira de Campos, Paulo Maria Perdigão, Manoel da Silva N eves, Marcellino M. Perdigão e Pedro J osé de Alcan– tara, como consclb eir'os. • 1 •

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