A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
• 12 4 A SA TA CA. A 'DA MI ERl CORl_) IA provmc1a neste assumpto, mas não será cxtemporan o diz r qu jamais se reali sou uma reforma ·éria no asylo, pois de um lado a Miseri co rd ia, assoberbada semr re pela d fi ei ncia ele lem ntos pecuni ari os, não podia const ruir um cd ificio com os r qui. it exig idos, e do outro as admini straçõe publi cas falavam muito agiam pouco. Excellentes esforços fez m · vari as épocas a Santa Ca ·a, no sentido de melhorar o hospicio; com sacrificios empr hend u con– certos e introduzi u differente · refo rmas; entretanto as vicis::;ituc.l es fo ram sempre mais ou menos precari a e dolorosas ao d ·graça– dos que, repellidos da sociedade, procuraram o refu g io da caridade. A exposição á venda dos bilhetes da primeira lot~ria mostrou que o meio paraense não pod ia abso rver os 8 .000 bilhetes de umr1. só vez; appareceram summas d iffi culdades nas veri das e viu- se a Mcza obrig ada a entregar bilhetes a vari as pessoas, pa ra os passa rem, do .que r esultaram faltas de pagamentos e prestações ele contas, tornando-se mais de uma vez necessaria a in tervenção do govern o, no sentido de coag ir os relapsos á indemnisação. D'isto proveiu nãq ser procedida a extracção no dia marcado no plano, contri buindo a demora para desmoralisar a empreza posta em prati ca com ta- manhas esperanças. 1 R econhecidos os defeitos do plano e a e1les attribuidos os tropeços, impetrou a Santa Casa permissão para refo rmar as lote– rias, tornando-as mais accessiveis aos pobres : elevou o numero de bilhetes e diminu iu-lhes o preço. Apezar da refo rma, a segunda lo– teria só poude ser extrahida em 1 8 2 T, á vista do que novas altera– ções sobre o pbno vieram a ser intrnduzidas. As bases da terceira loteria, lançada_em 18 24, deixam perce– ber os esforços com que buscava a Mis rico rdia adaptar' aquel1e jogo ás cond ições mesologicas do Pará, esfo rços ali ás impro fi cuos porque além das diffi cu1dades já enumeradas, cooperava para o desastre a cn se que o Estado atravessava, consequente das luctas
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