A Santa Casa de Misericordia Paraense noticia historica 1650-1902 mandada elaborar e publicar pelo governador Antonio José de Lemos Arthur Vianna
'I . . ,\ NTA A \ D )fI E R IC RDJ 1 23 m franca decadencia, nell a ntendeu locar a lVIi ericordia o ho pi cio. Em 1 r 4 e ann os ub egu .nte até 1 8 16 tran fo rmou um g rand t lheiro gu lú havi a em d ificio no ocomi co, ves tin– do-o d pa red s de paraçõe intern as, e con eo-uindo faze r um pr di o lefi ituo. ab olutament im1 rop ri o ao fi m a que o des- tin aram. Não se \ i ou a h g ien -, nem e attendeu ás condi õe de seo·urança confo rto que um estabelecimento des tinado a reclu ão cl infeccionados, d via offer ce1. O t rreno não fo i murado, nem a menos cercado ; fi cou ab . r to, d ,·a sado, offerecendo multiplas ahid as aos nfi _rmos, impo :bilitando por completo a fi scali ação; a p ro rni cuidade d homen mulhere deu, como era de e perar, 0 tri stí ssimo resultado de con ti tuir- e o asylo em verdad ira colo– nia d }azaro., ond~ a reprod ucção da specie implicou em infal– li vel rep rocl ucção da mole ti a por h redita ri edade. Não houYe o ind ispen avel estudo pr6vio da questão: a ]\il i eri corcli a andou mal em tomar para base dos s u calcul os o hypothetico rendimento das loteri as, e peor andou a inda a rvo rando-se a estabelecer um serviço para o qual não se achava appa relhada. Levantar uma CéJSa de i olam nto, sem os requi sitos capitaes . . '- . que ella ex1g1a, reunir um numero con ideravel de doentes em imp6r-lhes os princípios hygieni cos e deveres d isciplin ares, sem assistil-os effi caz rn ente com os rec urso da sciencia, importava em procurar uma despeza inutil para os cofres da irmandade, por– quanto inutil era um hosp ício em taes condições. E quando as lott ri as fr aquejaram, a Santa Casa, a braços com grandes despezas que lhe desequilibravam o orçamentos, e impossibi litada de extin– g uir o hospício, en trou a reclamar · affi ictivamente providencias do go ern o: a pedir socco rro de· verbél precisas ao sustento e vesti– menta dos desgraçados de Tocumduba. Veremos para di ante que c nsideração taes pedidos merece– r am e que recursos empregaram successivamente os governos da • ' . ., •
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