A Liberdade de Cultos
58 povos livres. Esta questão, a mais teme rosa de todas, quando se cuida estar esquecida por e ffeito de indiffere nça, ou reje itada para a ultima plana pelo surp rehenclente des envolvimento dos inte– resses mate riaes, pelos prog ressos das sciencias natu raes e exactas, pelo ardor sempre crescente dos debates poli ticos, longe de ser abafada p elo pêso que parecia acabrunhai-a, reapparece de repente em toda a sua grandeza, com a cabeça no céo e os pés no abysmo, na eloquen te phrase de Balmes. A Religião se enlaça pelo intimo, vós o sabeis, com a vida e a fortuna das nações. Em uanto o indifferentismo que a procura matar nas almas, existe no meio de um povo como simples facto, o mal é conhecido como mal e por isso mesmo remediavel; approvado e consag rado por le i, pro– posto como direito, como ideal de perfeição social pelo poder publico, não ha mais diques qu e re– prezem a torrente devastadora, e tudo inclinará para irremediavel ruína. O peior dos males é a subvérsão dos prin– cípios. Não, eu espero de vossas luzes, de vosso patriotismo, do esp írito religioso que anima es ta Augus ta Camara, qu e ella tranquillisará a con– sciencia nacional, pondo a votos e cond mnando sem hesitação o proj ec to de lei enviado p lo Se– nado, como contrario ao mesmo tempo á Religião,
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