A Liberdade de Cultos
42 tendo, quanto podermos, o Brazil unido. É a g rande politica. Politica de verdadeira conse r– vação. Politica qu e olha e consulta o futuro. O navio que tem a quilh-a e os costados bem unidos e ajustados, fluctua galhardo sobre as ondas, e por mais empoladas qu e estas estejam, vai sua rota com segurança até occupar o porto desej ado. Tanto, porém, qu e se lhe descosem as juncturas, por ahi faz ag ua, e desce sem demora e sem remedio para o fundo do abysmo. Ass im são as ações. Unidas velejam. pros– peras sobre os mares agitados das vicissitudes dos tempos e dos homens, e chegam com seg l'¼ran ça a seus des tinos. Desunidas sossobram e se pe rdem desgraçaclamente. Ora, o primeiro laço qu e un e entre s i os cidadãos e os mantem em ha rmoniosa conco rdi a é a confo rmidade da crença . A unidaJ e relig iosa é o penhor ma is seguro ela unidade nac ional. Mantenhamos, pois, este p rincipio na nossa le i cons ti tucional. Não ha inte resse ma te rial ao qual não sobrepuj e este sup remo interesse . . Por que havemos de tocar n'es ta Arca Santa ele nossa alliança ? Porque havemos de enfraquecer o principio reg ul ador de nossa civilisação? Ah ! qu a n– do vemos outros povos debatendo-se para se sal– va rem do d ilu vio de males em que os precipitaram o indiffere ntismo e a descrença, sacrifica remos nós
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