A Liberdade de Cultos

40 eia quanto ás crenças, deveis sêl-o ig ualmente quanto á moral qu e d'ellas dimana. Que é a moral para os que sustentam se r este unive rso um me ro composto de materia e força, só suj eito a leis de affinidade e attracção, sem causas fina es, sem alvo ce rto? para os qu e dizem que a consciencia não é mais que sensação e lembrança, que não ha criminosos, mas sim sómente doentes? para os qu e pretendem qu e toda a moral se baseia no altruismo, e fazem brotar o dever da simples pe rcepção racional da supe riori– dade d'este sobre o egoismo, como phe nomeno mais complexo da natureza humana? " Ora, onde irá parar a pobre moral e a sanc- ção d' ella no meio d' esse turbilhão de systemas phantasticos, de hypotheses arbitra rias, que se cruzam e recruzam no mundo das intelligencias contemporaneas, sob o apparatoso nome de scien– cia? Rôta e feita ou desfeita em pedaços a unidade relig iosa, enthroni zado nas ins titui ções o indiffe– rentismo para com todos os cultos, o direito de professar-se qualque r d'elles ou de se não pro– fessa r nenhum, ficará sendo evidentemente a mor um nome vão; cada um a entende rá e a praticará a seu modo, como a Relig ião. Que fonte abundante de desordens e de escandalos fica ahi abe rta, ameaçando a sociedade ? Aug ustos e Dig níssimos Sfírs. Representantes da Nação, todos os g randes políticos acham que

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