A Liberdade de Cultos
33 soberanos que se lembrem dos seus deveres, mandem sem injustiça nem aspereza, e presidam aos povos com mansidão e caridade quasi paterna. Ella impõe aos cidadãos obediencia ao poder le– g itimo, como a ministerio divino; e os liga á auctoridade soberana com vinculos não só de obecliencia, senão tambem de respe ito e de amor, prohibindo as sedições e todos os movimentos que perturbar possam a paz e a ordem publica, e que afinal dão causa a se rem postas maiores peias á libe rdade dos cidadãos. D eixamos em sil encio quanto concorre a Relig ião para a bondade dos ~ ostumes, e quanto os bons costumes para a libe rdade. Pois a razão demonstra e a historia confirma qu e quanto mais morig eradas, mais prosperam as nações em liberdade, segurança e pode r. ,1 (') Altà e profundamente discorrido. Dir-me-hão: Qu e re is, pois, o Estado, impondo doutrinas, obrigando os homens pela força a abraçar a ve rdadeira Relig ião? É este o vosso ideal? Absolutamente não. Eu quero com a Ig reja Ca tholica a legitúna liberdade de consciencia, isto é, qu e ning uem seja viol entado a abraçar a ve rda– deira fé ; qu e não se empregue a força para con– ve rte r qu em qu e r qu e seja. <e Cre r, di z Sa nto Thomaz de Aquino, é ac to volunta ri o, e a von- (1) Encyclica L ibertas de 2 0 de J unho de 1888. 3
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