A Liberdade de Cultos

22 o os homens nos tramites da verdade, s endo a nossa natureza já por si proclive a precipitar-se no mal, pode-se di zer qu e então se escancára aqu elle poço do cibysmo (Apoc. IX . 3) , d 'onde viu S. João sair uma fumaça que obscureceu o sol, e do seio da qual irrompiam gafanhotos pa ra assolar a terra. « Porque d 'ahi nascem os extravias de e spirita, a corrupção sempre crescente da mocidade , o desprezo dos povos para tudo o que ha mais sa– grado nas instituições e nas leis, em uma palavra, o flagello mais terrível da sociedade, pois qu e está demonstrado por experi encia, desde a mais alta antiguidade, que as cidades mais florescentes por sua riqueza, poder e gloria, foram levadas á ruína pela liberdade excessiva dos sys temas, por li– cença dos discursos e desejo inconside rado de innovações . » Palavras solemnes e verdadeiramente teme– rosas , di z um sabio Prelado , dirig idas contra todos aquelles qu e não qu erem reconhece r nos negocios de consciencia, e consequentemente em questões religiosas, outro juiz senão a si proprios abjurando assim a auctoridade suprema d'aqu ella Ig rej a ensinante e infallivel a qu em o Filho de Deus disse : Quem vos ouve a mim ni e ouve, quenz vos despreza a mim me despreza. (Luc. X . 1 6.) . (') ( 1 ) O Bispo Parisis, Cas de comcience sur les liberlés publiques, pag. 15 .

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0