A Liberdade de Cultos
21 e dispersa miseravelmente tudo, quem com elle não colhe; e que sem duvida se perderão eter– namente os que não se apeg arem á fé catholica, ou não a conservarem inteira e pura. << Ouçam a S. Jeronymo, qu e em tempos em que a Ig reja andava dilacerada por scismas, res– pondia, sem variar, a quantos queriam attrahil-o a um partido : « Eu estou com, quem estiver um"do á Cadez'ra de Pedro JJ (Epist. 58). Nem descanse algu em em te r sido regenerado pelo baptismo, como os verdade iros fieis; que Santo Agostinho lhe responde muito bem : « A rama conserva sua fórma primitiva até quando separada da vinha; mas de que serve essa fórma, se não vive mais da seiva do tronco? >J « D'essa fonte impura do indifferentismo, saiu aquelle outro êrro insensato, ou antes aquelle in– crível delírio, que attribue a cada um o direito de reclamar a liberdade de consciencia (isto é, a faculdade mo1,al, o direito diante de D eus de abraçar indifferentemente o êrro ou a verdade em ma– te ria de R elig ião.) E esta aberração desastrosa é favorec ida aliás pela liberdade total e descomme– dida das opiniões, que tanta ruína está produ zindo ·na Ig reja e no Estado, aos applausos de muitos qu e ousam pretender qu e d 'ahi resulta algum proveito á R elig ião. Mas, diz Santo Agostinho, qual p este mais modal para a alrna qU,e a liberdade do êrro l Pois uma vez rotos os freios que retêm
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