A Ilha dos amores

Q ual cão de caçador, sagaz e ardido, Usado a tomar na água a ave ferida, Vendo msto o fén·eo cano erguido Para a garcenha ou pata conhecida, Antes que soe o estouro, nial sofrido Salta n'água e da presa não duvida, Nadando vai e latindo: assim o mancebo Remete à que não era irmã de Febo. L ionardo, soldado bem disposto, Manhoso, cavaleiro e namorado, A quem Amor não dera um, só desgôsto Mas sempre fôra dêle mal tratado, E tinha já por firme pressuposto Ser com amores mal afortunado, Porém não que perdesse a esperança De inda poder seu fado ter mudança, Quis aqui sua ventura que corria Após Efire, exemplo de beleza, Que mais caro que as outras dar queria O que deu para dar-se a natureza. fá cansado, correndo, lhe dizia: ô formosura indigna de aspereza, Pois desta vida te concedo a palma, Espera um corpo de quem levas a alma!

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