A Ilha dos amores

M as firme a fez e imóbil, como viu Que era dos Nautas vista e demandada, Qual ficou Delos, tanto que pariu Latona Febo e a Deusa à caça usada. Para lá logo a proa o mar abriu, Onde a costa fazia uma enseada Cut·va e quieta, cuja branca areia Pintou de t'uivas conchas Citereia. T rês formo sos out eiros se mostravam, Erguidos com soberba graciosa, Que de gramínea esmalte se adornavam, N a formosa Ilha, alegre e deleitosa. Claras fontes e límpidas manavam Do cume, que a verdura tem viçosa; Por entre pedras alvas se deriva A sonorosa linfa fugitiva . N um vale ameno, que os outeiros fende, Vinham as claras águas ajuntar-se, Onde üa mesa fazem, que se estende Tam bela quanto pode imaginar-se. Arvoredo gentil sôbre ela pende, Como que pronto está para aj eitar-se, Vendo-se no ct'Ístal resplandecente, Que em si o está pintando propriamente. Jj

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