A Ilha dos amores
Já todo o belo côro se aparelha Das N ereidas, e junto caminhava Em coreias gentis, usança velha, Para a ilha a que Vénus as guiava. Ali a formosa Deusa lhe aconselha O que ela fez mil vezes, quando amava. Elas, que vão do doce amor vencidas, Estão a seu conselho oferecidas. Cortando vão as naus a larga via Do mar ingente para a pátria amada, Desejando prover-se de água fria Para a grande viagem prolongada, Quando, juntas, com súbita alegria, Houveram vista da Ilha namorada, Rompendo pelo céu a mãe formosa De Menónio, suave e deleitosa. De longe a Ilha viram, fr esca e bela, Que V énus pelas ondas lha levava ( Bem corno o vento leva branca vela) Para onde a farte armada se enxergava; Que, por que não passassem, sem que nela Tomassem pôrto, como desejava, Para onde as naus navegam a movia A Acidália, que tudo, emfim, podia.
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