Relatorio dos serviços da Secretaria da Fazenda apresentado a S. Exc. o Governador do Estado Sr. Dr. Enéas Martins por Alfredo Souza, secretario interino por Alfredo Souza

-7- . lnsufficientes e sempre Jecresc ntes por leis naturars irreductiveis os recebi– mentos, forçoso ha sido dilatar os pagamentos não obrigatorios a prazo certo, acudindo-se de preferencia ao J os titul as assignados pelo Thesouro, poupando-o ao descredito que a impontualid ade na solução dos mesmos fatalmente acarreta– ria, aggravando ainda mais a sua penosa situação, em prejuizo d::: vida collectiva do Estado. Far-se-á uma idéa das tremendas difficuldades em que nos debatemos, con: frontando-se a renda arrecadada pela Recebedoria com os encargos a que ella im– mediatamente responde. Assim, durante os quatro ultimoc; mezes deste anno, ou se ja de Maio a Agosto, perio do da minha administração na Fazenda, a renda total (incluidas as verbas com d estino especi al de beneficencia e instrucção) foi a seguinte: - Maio . ... :. .... ....... ... .... .... ... ...... ... .... ....... ... ....•••••.•••••. Junho .... ...... ..... ............ ... ..... ....... ... ..... ... ...... .... .. . Julho ...... ....... ... .. ... ... .... .... ....... .. ..... . .... ... .......... ... A~osto .......... ..... .... .... ....... ... .... ....... .. .... ...... ..... ..... 577: 612$2S0 63 4:645$0S1 527: 792$133 379:80 5$21 I Sabendo-se que a ve rba que mais avulta para este resultado é a de exporta– ção, 40 o/o d~cuj os direitos constituem penhor especial aos emprestimos exte rnos, fa tal e invariave lmente pagos po r quinzenas ve ncidas , o excedente será sempre insufficiente para occorrer ao pagamento de cambiaes e promissorias, cuj os valores solvidos no mesmo periodo foram os seguintes : Maio .... ...... ..... ... .... ...... ...... .... ... .... .... ............ .... ... Junho ... . .... ............ .... ... ... .. ....... .. ......... ... ... ...... .. Julho .... ...... ... ........ .. .......... .... ........... ... .. ..•···· •· •· •· Agosto...... ...... ... ... .......... .... ..... .... ....... ... .............. . 36 1:582$1 2í 574: 3o8$957 849:000$0 00 478:923$830 E este pagamento continúa a ser religiosamente fe ito pelo Thesouro no dia do vencimento de cada titulo, corn as sobras dos recursos ordinarios e co: 11 os extraordinarios do crédito na praça e no extrangeiro, sacrificando-se por força das circumstancias os credores internos- forn ecedores, funccionarios e pensionistas do Estado, sem titul os do Thesouro, aos quaes se t m attendido na medida <lo pas– sive i, com a equ idade que é dado exe rce r em relação "ás conhecidas necessidades de cada um e á natureza dos respecti\ os créditos, fóra de toda a affeição p~ssoal ou fa vo ritismo ce nsurave l. Em synthese, é este o quadro do Thesouro nos mezes de Fevereiro a Agosto, do gove rn0 vigente : Renda da Recebedoria .. .. .... ....... ... ....... ..... .... ... ....... . Emprestirno externo .......... ................ ........ .. ... .. Ditos na praça .. .... .... ... .... ... ... .. ...... .. .. .... ... ..... ..... . Cobrança da divida activa e renda das collectorias, cê rca de .. .... ........ ........ .... .. ........... .. .. ..... ..... ...... .... . 3 . 9 5T I 2 1$ 000 4. 260: o~o:jiooo I .060: 0 00$000 100:000$000 9.377:1 21:i;occ

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