Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na 1ª sessão da 9ª reunião ordinaria, da 7ª legislatura, em 1 de dezembro de 1908, pelo intendente senador Antonio José de Lemos

o 46 Brandão, do Dr. Malcher, el o General Gur_ião e a da Republica, em bronze, e as da Caridade, ele Ferreira Penna, ele Speix e Ma rtins, em marmore. Além d'estas um grnpo em bronze orna o mon umento er– guido. no Bosque elo Marco ela Legua , ao prim eiro Co ngresso elos Intendentes Municipaes elo Estado. A ela Republica, monstruosa em tamanho, íôrma e a ltitude, coéva do advento da nova inslitui ção, deve, en tretanlo, ser conser– vada, corno documento de valo1· artistico el e uma cpocha ele impor– tante tran sição políti ca. A elo Dr. Wakher é regul a r, mas a de Frni Caetano Brandão é uma verdadeira obra el e arte, como expre são, fórma e factura, que está reclamando pede ta l mais amplo. E' na pintura, so bre tudo, que Belém merece e ·pecial men ção. Na alvorada da Republica, quatro ex trange iros illustres, altra– hidos snccessivamentt, ao Pará, pla ntaram, com succe so, a semen– teira da arte : Fôram elles De Angelis. Whidhop h, Barradas e Estrada. Já haviam fallecido, ha muito, os antigos pintores paraenses: Constantino Molta, Monteiro Prata, Manoel do Amaral, Tito de Oli– veira e Carlos de Carvalho, unicos ele que a trad ição conserva os nomes e auclores ele obras cm sua mai oria perdidas. Apparcceu ·então em scena o jove11 e genial pintor paraense João Gomes Corrêa de Faria, senhor elo desen ho e da expres~ão, bem cêdo roubado pela morte. A out1·0 artista elo Pará clifficil tornou- e adquirir maior celebridade. O gosto despertado cresce u célere, sob o impulso ele pi ntores Jocaes e creou raiz tão funda em todas as classes, que não é dado mais duvidar ela grandeza proxima e ela segurança do el e tino elo Es– tado, pela acção qu e sobre o progresso ele um pa1z tem sempre a bôa ed ucação artisti ca elo povo. A cidade conta actualment~ doze pintores e uma cohorte de amadores que exercem a pinl"ura. Os pintores são: Francisco Estrada ( expõe no prnximl• cerlamen -a • A Capta– ção do tinga• e a • Ilhado Tubarão •, Mami ce Blaise e Campofio– rita extrangeiro · Carlos Azevedo (expõe duas télas- e Um Campo em' Marnjó • e d e Castello •, Tbeodo ro _Braga .(!em em trabalh o o· grande quadro hi ·torico para a 1Dtenden~1a_i\1u111 c1pal-:-- a e Fnndação ele Belém• e é anclor do elegante pav1lhao da Fabrica ele Cerveja Para nse, que fignra na Exposição ). Lopes Pereira, Escobar ele Al– meida e Julieta França, para.enses; Roberto Colin, cio Maranhão, Irin eu de Souza (expõe a bel la , porhade • - • Depo is ela chuva ll) e José Girarei ( expõe vai-ios quadros e en lre ell es um retrato de se nhora que merece allençàu ), do Ceará e Libanio Amaral, de Pernam– buco. No curto período do. duis ultimas annos , a generalização elo gosto pela. pintura deu log:u· _ao su~cessu el e clezesete expos ições ele quaclrns nacionaes e ex lra11j!c1ros, feitas por Anton io Parreiras, duas; Eslrada. duas; Carlos Azevedo. Th eocloro Braga, Jo ep h Casse, A mclio de F igueiredo, Mamice Hl a1~e, Bcneelicto Calixto, Fernandes Machado,

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