Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na 1ª sessão da 9ª reunião ordinaria, da 7ª legislatura, em 1 de dezembro de 1908, pelo intendente senador Antonio José de Lemos

41 lumosa.·, apenas desembaraçado da crise finan ceira, que .º a cabru– nh:ll'a, quando ampara a rnlorização do café e o e tabeJeomento da Caixa de Conversão, affrontando o clamor de uma parte da imprensa; pretender fazei-o. em conhecer as circumstancias que determ_i na~·am e impu zcram taes actos, erá incorrer nos mesmos erros e 1nJusl1ças em que es tá in correndo, n'este mesmo moniento, a imprensa extran– ge ira, a fazer obrn. ele accu ~açào, contra nós, sobre informaçõe,, ralhas de -pessôas despeitadas. O Pará mais proximo ela Europa do -qu e do Rio de Janeiro, com os seus interesse· mais ligados ao velho co ntinente e á America do Norte do qu e ao Brazil ele qu e faz parle, não é para extranhar ser mal apreciado por quem nada ou quasi nada sabe dos seus ho– mens e dos s~us negoc io , pelo pouco interesse immedialo despertado por tão longínq ua região. Ante o patriotismo brazileiro, que e deve esforçar por conservar unida es ta patria, receb ida unid a dos nossos maiores, é bem preciso conhecei-o e julga i-o com a ben evolencia e equidade ele irmãos. O dr. Monteneg ro, actual Go\·ernaclor, reeleito para poder com– pletar seu salutar programma ele uteis reformas, é um dos mais di– gnos homens de Governo que pos uimos. E pirito evero, energico. rcflecl ido e fero zmente econom ico, quando e trat a de negoc ios publicos, energico e alliYo na defeza dos clit-eitos e do progresso do seu Estado cujo Ya tor sua cul ta intelli – gencia nitidamente co nh ece, sabe, en tretanto alliar, a e sas raras qualirlacles de homem publi co, o mais fervor~so cu lto á religião da amizade e aos carinhos do lar. Pena é que, agora, quando enveredava pelo caminho seguro das reformas agrícolas, que devem diminuir os i11 co1wenicntes eco– nomicos ela mono-exploração da borracha cuja crise actual afoga o Estado, lenha de deixar o Governo. ' . Senhor de an1 ltada _fo rtuna particn lar, qu e já po suia ao ent rar brilhantemente para :t pol1t1ca, pois lhe tPm vind o toda ella de seus progenitores_ e parentes; cli ·pondo de profunda illu tração, de clara comprehensao ela respo11sabil1dacles do Governo e da s sympat h1as das classe conservadoras de toda a região paracnse, que n'ellc vem um seguro defenso r do seus 1ntcres e , é para la lima r qu e as fa – digas das luclas qu e tem su ·tenlado o impillam a não acceitar nova reeleição. Para es tereo lypar, em traço gera l, ua adm inistração. bas tará consignar qu e - durante lodo o cu Governo, não rco u impostos novos e só fez um uni co co ntracto imp rtanlc, o do ab:-istecirrienlo da agua á capital, limitando-lhe, entr •tanlo o prazo, de modo a findar tres mezes depo is do acces o do se u succcssor. \ inda mais, os em– prcs limo_s _que lev_ou a_ effeito, em excellente. condições, fô rarr., um para all1v1ar a s1_luaçao pesada cm que tomára conta do ·poder e outro para concluir a estrada de ferro ele Braga nça. elemento e sen– cia l ao seu saluta r_ programma de cl ese1wolvimento da agricullma, a qua l deixou conclu1d a e bell_arnente co11cluicla. Outros e grand es mellloramcnlos, de que trataremo depois e cons tiln em hoje o fn zan te a deantamcnlo do progresso do sell torrão

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