Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na 1ª sessão da 9ª reunião ordinaria, da 7ª legislatura, em 1 de dezembro de 1908, pelo intendente senador Antonio José de Lemos
32 Escudo d'armas de Belém Pot· trntar de as umplo intere s:rnle e pouco con he– cido, pcrrnillo-me inserir neslas paginas o artigo que, ·nbre u Es<. ;LK.lu d'armas d~ l::!elém, exp licando a maneira como · deve lle . er lido, publi ·ou 11· 1 Prvn,w·iri, do Pwrí, etliçãu de 6 ue uulubrn, o di s lin clo pi11lor pnnw11 ::1u, dr. Tli codu r u Braga: - Quando uma pe sôa. eonh eccdora da arlc do e ·cudos, mos– tra um brazão ou o lê heraldicamcnle a um profano, é raristimo qnc este não llic peça logo a sua significação. ~las para is o é nece~sario– que o brazão seja lido com todas as exigcncias da sciencia herald1ca. Veiu-nos islo ú mente ao nol:lt· a man eira erronoa corno, desci ha muito, se tem lido o no so escudo d'armas. As nos a investigaçõe · ainda não ccs aram sobre o inicio da cidade cl-3 Belém. Ignoramos a inda quem organizou e como se or~anizou o nosso brazão, documen– tadamenlc. Vemol-o, citado pelo sr. Barão de Guajará ( Rcv. da , 'o– cicdadc de E. éudos Paraenses) cilan du o Padre José do Muraes. (lli 1. da Comp. de Jesus: L. 111, cap. 11) e de La! maneira fal cada a sua citação que não nus contivemos em v ir agora lét-o como se dcv lér em heraldica. O illuslrado sr. dr. Fernando C. Vieira Ferreira, n' A Pmvincici do Pará, de 27 de janeiro d'este annu, esludando-o com muita ern– dição, limita-se a explicar os moveis do escudo, corrigindo apenas as legendas e dando-lhe o Ycrdadciro sentido. E' pena que não o tenha lido como clevêra, eriu ivu::ando-se como os demais. Discordamos cio que diz ácêrca cio terceiro quartel do o cudo, pensando ser oca. tel10 com a quinas uma allusão ao poderio da armas portugueza.s. Pensamos que esse castello de prala representa a armas do fundador de Belém , ou seja em a.Ilu são á sua propria pessôa; quer tenha sido compo. lo o escudo do Belém por Caslello Branco, quer o tenha sido por auctoridade posterior áquclla, na administração da cidade. E i lo nos é dado crêr pelas armas portuguezas pendentes de um collar orn torno do Ca tel10. Não teria Caslello Branco algum titulo de fidalguia, capilão-mór que era, como tiveram o ,n estre do campo Henrique Di as, o negro, Philippe Camarão, o caboclo, e outros, cujos rctralos vimos trazendo ao peito as armas porluguezas, symbolo de fidal gos, ele.? Pensamos, portanto, que o cas tello de prata é uma allusão ao fun dador de Belém. No segundo quartel do e5cudo ha nm erro imperdoavel cm heraldica: em brazões, uma regra absoluta exige que nm1ca se ponha esmalte sobre e malte, nem melai sobre metal, e entrclanlo, ahi e vê um sol de oiro sobre campo de prata. ' E' verdade que egual erro se nota no brazão da fam ilia nobre n dos Albergarias, de l'ortngal. ~las essa é uma exc pção raríssima.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0