Relatório dos negocios da Provincia do Pará

( 28 ) Mas isto demauda tempo e estudo; eu mesmo não aconselho que se procedam a refórmas assim de r epente. Vamos preparando a opinião publica • vão-se cortando tão sómente as despezas inuteis: ma.is t arde concol'C1aremoa então em pôr as cousa~ em .eixos diver sos d'aquelles em que ellas giram ha tantos annos. Em meus estudos sobre a administração tive occasião de confrontar o systema das raças do n orte com as do sul da Em·opa, e notei sempre que os homens do norte preferiam a instrucção util á bella. D'ahi vem, talvez, o seu gr ande des– envolvimento. Nossas rn.ças do sul pr ocm·am isto a que se chàma-bellas lettras- , cousa, por certo, muito ag-radavel de se es tudar , em quanto que no norte se estudam mathematicas, phisica, engenharia, &c. O homem do sul discorre mar avilhosamente sobi'e as bellezas de Virgílio, sobr e as methamor– phoses de Ovidio, em quanto que o homem do norte não conhece 6.s vcze uma só palavra das ling-uas classicas, e só falla cm N ewto:n, em theorias de calorico, e em outr as cousas muito menos bcllas, por certo, mas inquestionavelmente ru.uito ruais utcis do que quanta poesia e p edaços snblimes se tem escrip to nas línguas harmoniosas dos classiços antigos. F ôra, quanto a mim, mais conveniente que houvessemos montado um estabelecimento no sen– tido dos homens do norte. Mas isto é impossive1, t alvez n'est es 40 ou 50 annos, porque os prepara– torios xigidos em nossas academias nos for çarão a fi~~ no estado cm que estamos. . . ._,e eu t ivesse de crear uma provmcia nova, onde não existisse nada, faria com que se es– t udnsse, em vez de lit ter atma, ,inglez, francez,

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