Relatório dos negocios da Provincia do Pará

( 21 ) Por toda a parte sn.õ estrndas que andaõ, e, portanto, por toda a parte os productos saõ expor– ta veis. Ora r ealmente, seria irrisorio, se n'uma pro– Yincia cl'cstas qnizessemos lu tar com os E sta– clos-UniJos e com a lno-laterra em manufacturas ! Que temos nós de 0 pensar em mauufactun1s: <1uanao a nossa t erra se incumbe de produzir tudo, taõ facil, fert il e baratamente, e quando os nossos rio,; se encarregaõ de exportar tudo isso por pre– ços qua~i nnllos? Se tivessei;nos juizo, teríamos cuidado de ou– iras cou.-a.s; cor~ tudo cumpre fazer uma justiça a Hossos nntepassados, e é que, se existem muitos dispenlicios, como de facto existem em vossos or– çamentos, esta provincia é uma das que tem sido 1nais bem governadas em todo o imperio. Pod i :i ficar certos cl'isso. O P ará uece,-:;sita ele es tender um br aço até U oyaz e JUatto Grosso, e outro até os Estados– lJ nidos . Um augmentará a importação e expor– taçaõ, outro melhorará as condições da importa– ção e ela exportação,. r ednsinclo extraordinariamen– te a faxa dos fretes. A communicação com Demerara deve merecer tocla vossa atten ção, e eu necessito para ella ele G0:000$000 ré is, que me deYcis dar 110 orçamen– to, devendo C,'Sa v rba vio·ora.r desJe já. Ne- . cessito de a lgum dinheiro p1ra preparar a nave– gação do Tocantins. Ha quem pense que é teima minh~ este ne- .– gocio da navegaçao do 'rocantins. Nao vos con- t o n'esse numero; mas como meu relatorio tem de iser impresso, bom é que todos os homens que fo- r 1u sinceros e quiserem estudai· as cousas ~e ,~a.o \'enhtto emittir opiniões, sem saber sobre qne fo,llao.

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