Relatório dos negocios da Provincia do Pará
( 85) paço de poucos dias; dos 'l uaes se deve deduzir o tempo necessario para estuJar as materias e para tirar a copia. De sorte que, feitas as devidas de– <lucções e o tempo necessario para. despachar o nu– meroso expediente que .tem esta. província, eu não tive, a bem dizer, um só dia. socegado para traba- lhar nelle. Fallei-vos com fra.nquesa; minhas palavras po– derão ter chocado a uma ou outra susceptibilida<l~; dcsncccssario é dizer que, se o fiz, foi para cumpnr o meu dever. Heunirão-sc n'mna occasiaõ os gcneraes gregos, e um delles levantando-se, começou a descnvoh·cr seo plano de campanha em contraclicçaõ d'aquillo que dissera o general cm chefe, o qual, possuido <le colcra, tomon do bastaõ e crgueo-o para <lcsfe– chal-o sobre a cabeça do ousado interlocutor que assim o contrariava. Este, porem, com a prn– dencia e sang-ue frio que caractcrisa o homem que est{t convcnciclo da Ycr<ladc, Yirou-s·e para clle e J disse cm voz cah,ul: Bate, porém, escuta .... O mesmo vos tli 6 ·o cu. Scr-me-ha doloroso que vos offont1.é!CS com o qnc escrevi; mas, nc1n por isso, rctirnrci 11111'1 só proposição; talYez por ser ainda n,oço son do numero cl'aqnelles que a– credità~ no bem; tum~clCÇÕcs com o dever para fa– y~:mear mtc·1·:::-. bc·~ p[1,·tic11lal'cs dão apenas vã?8 elo– g10s, paJavr:1,-; uc•::,: <111e O Ycnto Jeya c01ns1go, e que só servem para assoprar a 1 ·i<licu1a e crecluln, ynidadc dos l1orncn:-, fatuos. Sei que vo:; n;'ío c1cixarcis guiar por cllas, nem tam pouco pelas it!stancias dos intcrcRsados; quanto ao <.;rcar nt lei c1o or<;amento propinas n– teis para algum } al'ticnlar é inconveniencia tmn grande que cu não esp,'ro que commettn.es, nem rnesrno por pcnsn:ne:nto. Pras~ a Deos, rucus
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