Relatório apresentado ao conselho municipal de Belém 1903 - 4ª reunião ordinária

bandas do grande lago, cujas aguas princ1p1am a scin– tilla r á esquerda do ultimo plano da maravilhosa cena. Desceremos pelo lado norte, por uma rampa em zig-zag, com pinturesca e pequena escada de acapú e d e corremfLO, ao centro, .tudo a cavalleiro da bacia in– ferior, na qual se precipita ruidosamente uma torrente, á esquerda. Assim .transitaremos entre o ceu e o abysmo, sobre os seivosos cocares das palmeiras, por cima das gordas plantas tropicaes, vicejando lá embaixo, à beira d'agua, similando este npsso movimentado e emocionante percurso qualquer di:fficil passo alcandorado dos Pyrineus ou dos Alpes transportado para o ec.Luador. Na extremidade inferior d'este cl'rninho sensacional, abr e-se a terceira entrada da gruta. ,Sombra e mysteri o ... Penetremos. O fr escor da temperatura, o marulhar das aguas, o h arpejar das cascatas e ribeiros subterraneos, a princi– pio invisíveis sob a luz polychromica e ~,elada do novo m eio em -que nos achamos, dão-nos a impressão que sentimos nas mysteriosas grutas scandinavas, todas po– voadas de walkyrias loiras e de avar entos gnomos. O ·visitante penetra sob a pesada abobada subter– r a n_ea, com o hesitante r eceio das cavernas, com a sen– sação que o assalta ao tra nsportar os humbraes das g ru– tas zul, do Cão e de Fingal. E, no emta,nto, os olhos, que principiam a afazer-se á sombra, vêem já menos r eceios s o pesado céu de pedra sustentado por grossos pilares imitando perfeita– mente a natureza. ,

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