Relatorio apresentado ao Conselho Municipal de Belém na primeira sessão da sexta reunião ordinaria da nona legislatura, em 2 de março de 1914, pelo Exmo. Sr. Dr. Dionysio Ausier Bentes,
.REL:\T()]U() l:onstruir c-arros· aprupriadQs, impl?rtar da Eu ropa uqtros, e ~91;ccrtar e pint~tr os restantes, porquanto, lrancamentc, tudo o- que la esta,·a era Yclho e inserviHI. · . ·Ainda mais se torna neccssario diz:..:r-Yos que os animaes da Secção de · Obras e de Parques e Jnrdins estão todos rcunidc,s · na cocheira da Limpeza Publica. Pois bem, apezar de todas estas des– pczas extraordi n,trias, não ultrapassei a Yerba destinada ao mesmo serviço, tendo dia ate'.: saldo aprecia n:l. _ · Estes doi s serYiços, Limpeza e Luz, como de sobra conheceis c.m ,11111 0s anteriores, na admin istraçJo do ex-intendente coronel A. Lemos, atra;1,aram-se em perto de 2. 500:000~000, sendo faci l de cote– jar as épocas :financeiras cm que estes factos decorriam, e as d-e agora,. para um justo julgamento. Este ultimo departamento municipal referido Yac se desobrigando sati sfactoriarncntc, sob :t direcç,1o do honrado funcciona rio Francis~o Domingos dos Santos. _ .. · Antes de entrar .na descri pção das varias divisões do Murnc1p10, ,1 qual serú accrescida de annc:--.;_os ,l algumas referentes, pela palavra auctori;1,ada de seus dignos dircctorcs, cumpre que ·vos informe sobre dois assumptos de ndo pequena importancia, como sejam: o i:::--::s1:--10 E A H YG I E:--1 1: .\I CN I C IP,Ú :S. De\·ido aos esforços do competente e digno professor Raymun– do Cha\·es , que tão bem dirige esta repartiçJo, posso-Yos affi.rm :ir, com grande prazer para mim, que a lntcndencia tem j[i a sua Instru-. cção Publ ica cm completa ordem. . Nas escolas isoladas, como no grupo << Gania Malchen), ha t'ouco· inat~gurado, a frequencia vae augrnentando numa proporção anima– d(?ra. Pelos dados de seu judicioso rclatorio, podeis computar os annexos e aquilatar desta minha ttsserção. E nem foi outro motivo qli-e · me le\·0~1 a ,·os solicitar, com grande empenho, a creação de 1 5 logarcs de adiunctas nas nossas escolas . ~clizrncnte fu i ouvido e, por auctorização d,1 lei n. 619, de 5 1 de D~zembr?, CL1m creados r 1 logares. 1:m muitas escolas, o numero de frcqucncia, ek\·a-se a mais de cem cr~anças, se1:do facil de .c?mprchen~lcr L1lll' scri,t por demais pcnos~ ,l uma prolessora o m1111 strar cns1110 a Oo elevado numero de alumnos. ,d. J:i,_ hoje, _tudo esü quasi norn~ali.i'.ado, precisando ,tinda de núis_ TO a JU~c_tclS, pai a que se torne mms proficuo do que.: jú é, o ensmo - murnc1pal. ' : q~ methodos do programma, que ti\·e a fortuna <le approvar, são os .1_ 11 ai s 1:1odcrnos, e já se fazem sentir no rapido aproYeitamento. da mfanc1a escolar. ?~rú subi:n~ttido ú ~fr~cussào, nesta sessão, o regulamento, p~ra– guc seia examrnado e approvado l:º~ este competente Conselho.
RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0