Relatório apresentado ao Sr. Governador do Estado Dr. Lauro Sodré pelo Diretor da Repartição das Obras Publicas

-25- no, ou os que já se achavam relacionados por gráo de parentesco a outros e trangeiros aqui residentes, e que servem-se da passagem que lhes fornece o Governo para fazerern a mudança ou a visita nos parente , o que não lhes permittia o estado de pobresa. E' sempre esta continua alternativa. Ou negam-se os 'colonos a trabalhar e a sua demora no E s:ado não vae alem dos seis mezes em que tem direito a favores; ou negam-se a dedicar-se á agricultura, a pretexto de terem vindo para o erviço domestico ou para as artes mecanicas, entregando-se á ociosidade desde que lhes cessa o recurso ela hospedaria. Alem d'isso, outro inconveniente é que os con– tractos assignados entre esses emigrantes e os nossos con~ules, são remetti dos directamente pa_ra a referida Inspectoria no Rio de Janeiro, e no-emtanto nem ao menos umct copia é enviada para este E stado accoo'lpctnhando os immigrantes que aqui chegam; de sorte que impossível é pretender obrigai-os á satisfaç,·,o de qualquer co.mpromisso, a que desde logo sa furtam sedusidos como são geralmente pela turma constante ele agenciadores. á cala de trabalhadores a baixo preço. Em S. Paulo a immigração e n colonisaçào começaram ter impulso, depois que o Estado, então Província, deixou de confiar somente na iniciativa do Governo central, e por si proprio procurou fomenta i-as á custa dos cofres provinciaes, e muitas vezes por in iciativa indi vidual. O serviço da immigraçào e colonisação para er regular é preciso ser continuo e sujeito á uma marcha Única den tro de um praso ' mais ou menos alongado que permitia conh ecer-se hem elos eAeito das medidas arloptadas.

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