Relatório apresentado ao Sr. Governador do Estado Dr. Lauro Sodré pelo Diretor da Repartição das Obras Publicas
- 23- Era tle ,·nntagem nprov<:itar n corrente d'agua do castanhal para o estabelecimento de um motor hydrau– lico para um pequeno engenho e serraria central ela colonia. O cultivo ela canna, bem que entre nós seja um tlos mais vantajosos, não d~spertn a acti viclaclc dos colonos, senão quando ex iste algum engenho proximo, que po,sa aproveitar nqucll c produ to. E Pº\º poder gnrnntir n prospcridndc da colonia o inclispensavel é empregaros meios ele excitar o trabalho inclividunl, e promover n fi xidez dos trabalhadores. O immigranle .cearense, se é excellente quanto ao lado de esforço e activiclade, não é comtudo dos me– lhores quanto á estabilidade local. Prompto para qualquer trabalho :í esper.1 cio lucro que este lhe proporciona, nr,o tem porem o estimulo pnra a crençilo da propriçdade e cio bem estnr resul– tante do m-:-lhoramento cl'esta. Na . zona da . Estrada de Ferro de Bragança temos d'isso exemplo bem frizante. Ha emigrante cearenses que tem corrido todos os centros povoados dos nucleos coloniaes em continua mudança de lotes, desde Bene– vides até o Castn,~hal. A' medida que prosegue a es– trada vão elles se transportando igualmente, ;cm que jamais encontrem um ronto que lhes pareça mais pro– prio para se fixarem definitivamente. Silo, eílê!ctivnmcnte, trabnlhador~s diligentes, mas falta-lhes o requi ilo essencial do agricultor-o amor da terra que gera o estimulo da propriedade. Por esta rasão tem elles sido recebklos na colonia, quasi exclusivamente ~omo trabalhadores. Com a deliberação do Congresso F ederal determi– nando na lei do orçamento que n colonisação sejn promovida pelo Estado, aproveitando a verba federal,
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