Administração do dr. Lauro Sodré / por Albuquerque Mendonça.

-20- nivel do terraço, communicando para o grande salão ele honra e para o mages toso salão de espectaculos, cuja decoração e pintura são de admiravel effeito -esthetico. A pintura -do proscenio, dos camarotes e do tecto d'este ultimo salão, executada_ ha ·alguns annos pelo eminente artista italiano Domemco De Ang-elis, cons– titue verdadeiros primores d'arte. Imponente a prespectiva do tecto, onde quatro lindissimos quadros repres·entando uma Diana em meio de opulenta e verdejante floresta, uma Venus a surgir elas ondas, uma primorosa allegoria ás Artes e um deslumbrante carro ele Apollo, formam o mais de- licioso conj uncto de bellezas artí s ticas. • Ninguem, por mais inaccessivel que seja ao sen– timento do bello, aos encan s e seducções da arte, poderá fica r indifferente ante o esplendor das formas núas e palpitant~s d'aquella een .aclora Diana e ante todas as scenas de viela e de lu z qu e realçam aquella téla maravilhosa. • Um do~ primeiros, íl.'1t::;lhoramentos introdu zidos no theat:ro pelo sr. dr. Uiu:o foi a illuminação eletrica. º inaug urada em 1 1 de janei ro [Se \"894, e cuja installa– ção custou ao Estado 50:000$000. Muito brilhantismo dá a0 edificio a nova illumina– ção, principalmente na fachada e nos vestíbulos illu- minados com lampadas de arco voltaico. ' ~m 15 de Tovembro ultimo, inaug urou-se em espectaculo de gala o sa\ão d~ honra cio thea tro, cuja dec~ração e pintura haviam sido co1~tractadas, por au– ctonsação_ do dr. Lau_ro, pela qua~1t1a _de 42:5oo$ooo, com o artista Dome111co de Ange li s, vindo novamente de Roma para esse fim. A pintura do salão de honra é uma nova maravilha de De Angdis que, em s ua '>egunda viagem ao Pará,

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