Vitória Régia - Março 1936

VICTORifl REGI!\ 31 tar de .vossos conselhos e ensi na– mentos. E 110r 3 anos, tirn1be111, fos– t <:s pai. E so-lo- eis para sempre, se Deus não me fechar o coq1.ç;to cêdo, e cêclo não me enegrecer a alma. E' a hora da partida. · Do joelhos, g rito ao meu co111pa– nheirn que está do pé : Ajoel ha-te! Vem fazer a ora,:iio. Agrndece a hospeclagam e ab en('ôa o hospedeiro. Quando, ern caminho, fores assaltado pelos fantasmas da Dnvirla, torna a sua casa, que ele te clar{L alimento e te pensará as fcrilas. E quando esth e res sarallo, ele te dar;i pão e agua p:tra a jor– nada. Lembra-te, semprn, do benefi– cio que recebeste. E não u esqueças, pois nunca. Adeus, ll'mão Berdardo, conselhei – ro e mestre. Que a yossa bondade releve os meus erros, de jo\·em, e que o vosso coração fique sempre meu amigo, COlllO até hoj e o foi. AJeus, Irmão Edmu ndo, sa.bio e amigo. Vós que sempre tivestes um sorriso de complacencia para a falta, o um olhar de perdão para o falto– so, tende agora, esse mesmo olhar o esse mesmo sorriso. Irmão Pedrn, adeus. Bollo cspil'il,o de homem e de religioso. Fostes o Palim,ro da barca do mou espirito, o continuais no po1-to que vos dei. Irmão Julio, frmão Mario, Irmão Paulo, adeus Yós outros, frmãos, adeus. Do fundo dalma agrndcço tudo o que fizestes para a fornrnção do mou caracter, pal'a o preparo do meu cs– pirito e para a pt1reza <le minha alma. E agora, aceitai caros mestres, como o nrnximo qne vos posso dar, o meu coração, eternamente amigo. Syldo Braga * ~: ,:, A PÓS noye annos consecutivos d'1 est ud os j;ob a cxperiment,ada ol'ie11taç·ão dos abnegatlos Irmãos l\'larista.s que muito se esrner:tl'i'l lll em cn!Livar o meu espirito, <'i ' -me chog·ado ao termo de uma laboriosa e já bem saudosa jornada. Como aqnelles factos P:-1ycologi – cos que não se enq11:vlrnm numa definiçã.0 bem adequada a;~esar tle bem conhecidos pela. conscien<;ia, o_;; sentimentos que Pm minha. al ma fe1·vilha.m não aclla II palavra qne os manifeste ao mundo exte rior. Condensando-os aqui 110s vocalrn· los: Saudade e Gratit.lã.o. Snucbdb do tempo e do meio. ·Gratidão aoR meus Pais e aos meus Mestres, cum– pro nm devee Íln 1 erioso <le justiça.. Aulomar Lobato da Gostei Um negociante seguira. pat·a uma cidade vizinha: -Porque não me mandas a cor– rcspondencia que deve ter chegado? -telephonou elle á esposa. -Porque levaste a chave d,t caixa da co1Tesponclencia no teu bolso. llllmediatarnente, o homem mete a chave num envcloppe e remette pelo correio. -Caramba,-toma a telephonar tres dias depois, - ain<la nada de receber corrnspondencia. Porqui;i não a mandas ? -Tenha paci encia., replica a nrn– lher, pois o carteiro lloiton enve– loppe e chave tambem na caixa.

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