Vitória Régia - Março 1936

30 VICTORIJ1 REG!f\ · ------------ -------------- Aos - collegas que ficam, «bonne chance•. Arthur Mattos Cardoso * * 'li J:i O retirar-me deste estabeleci– ~ i mento de ensino, que desde 1929 frequento, deixo nestas poucas linhas, as minhas eternas saudades, e ao mesmo tempo aos dignissimos mestres e collegas o meu sincero adeus. Bmmanuel Roclrioues A CABEI de me saciar com algu– m:is gottas do calice do 1-aber e da religião, e não devo deixar o templo do ensino precioso, sem agra– (:ecer aos bons mestres que durante uez ,urnos me acompanharam e m e 11briram a razão ás luzes da sciencia. Por vós, a minln graticl,lo pers– cntf ará o imó de meu coração e ~e rá immorre<loura. Collegas qúe ainda continuam, re– cebam o meu a<leus e o dispor de um amigo. Sergio Chcrmonl M. R. F. e AROS mestres e collegas que fi– cam. No al.Janclono obrigatorio a que sou fo rçado, sinto-me pez,woso, em d e ixai· a sincera amizade, a bôa ca– maracla;;em , d o tantos annos. con– tinuando na trilha mais dirticil que vou perco1Te1·. a tet· na mente os annos fclizt>s quP passei na compa– nhia <los caros m f!i,t r es e querirlos companheiro.,;, desej.indo·II1el'l felici– dacles r• J1edin lo a Deus que os pro– teja o g u ,mle. Joc7.o ( os/a E U não cli~o .icleus, tll 1 :-h ho1·a de partida, aos 11·e.:i mestl'f'S a quPm <levo, pelo rs~orc; 1, e pela dedicação, os melho1:es elementos para a mi– nha fomrn~·ão int,cll ect,~al. Separa– mo-nos materia lmente, mas fka– rão con1migo, para sempre, as líções, os exemplos e os mod elos que me deram pa•·a uma vida digna. E na minha memoria conti!'!uarão · sem primazias, pois sITo cguaes ·em mi– nha gratidão 9 respeito : Irmão Ed– mundo, Irmão Bernardo e Irmão Pc– <lr0. Formam um tria;1gulo e de cada vez, um occupaní. o vertice. Não me despeço, porque os terei sempre presentes. Mario Lobato ele Abreu A O ter de deixar este caro Insti– tuto, onde durante cinco a nnos l'ecebi tão santos <.>nsinamentos, que– ro aqui expl'r~sar toda minha grati• dão e affecto aos bondo,;;os l\Iest1· e dizer-lhes, não um-Adeus -,·oca bulo triste de separac;-ito, mas um • simples-Até sempre,- que mel hor expr imirá esta união constante, esta lembrança viva quo d e tudo e do todos guarrlarei nalma, beja qual fõL• a trilha que me rese!'va a ProYiden– cia Divina. Ccirlos Gomes de JJfaltos I J A mo111 cntos - diss e alguem -em . l que o corpo e.:itá de pé, mas a alma está genuflexa. E este, é um 1l c lcs. O sentimento de g1 atidão q11,3 ora 1110 anima, ao dizrr adeus áqueles com quem con– vivi por 3 anos, áqueles que passrim - hc•rois <'S(Jllf'ci<los, Ran1os hu111a ni – sa<los-:-C'111ea11do a \'<'rdad<'. di stri– buindo Saber, irra cliantlo Bl•nclacl<.>– só tem semrlhança no :uleus <..lo fi– lho que rl<'ixa a casa patrrna. Filho fui por 3 anos, o filho serl'i po1· todo o 1-empre. Filho fui por 3 anos, em qu <.> Leduino sequioso no d eser to da Vida, bebi a agua sal u-

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