Vitória Régia - Março 1936

• 26 VICTORif\ REGif\ Preocupado com a educação do.s jovebs brasileil'Os, e aproveitando todas as ocasiões que se ;ipresentam para implantar nas almas elos jo– vens brasileiros, e das crianças o amor do_ Bem e o amor da Patria, o Departamento Nacional de. Educa– i:ão prescreveu que, hoje, n::is esco– las secundarias do Brasil se plan– tasse, á entrada. da Primavera, uma arvore nova nos pateos escolares. Primavera., infancia, arvores... co– minhos por oncte ha de andar (1 ,,osso coração! Ah! realmente sois os arbustos mimosos dos jadins ele vos~as familias; dos parques flori\lo"I do nosso Brasil ! E vêde tambem ! a a1Tore nii o ú u 1 11 ser inutil que se nutre da tnr:.1. e do ar, da luz e do orvalho. ;;,,, u trazer á natureza a sua c<mtrih.u1<~t o de trabalho ttW. São ellas que <Ífi·> fractos, madeira, resina, pedu1111•s, abl'igo ao transeunte na bc:iira ela mo essas coisas st, chamam,se convêm, se reclamam! A P rima– ,· P.ra é a e s taç·ão em que as fron– des rever– decem. A ."".,. . ... ........, . . .. _, 1 .......... .. ,n ..,, .. , nlMl9'•1ul 1 1 . ,,. f 1 ............ 1 ._ •• 1!::I .. 1 . ... ... 11.......... ... , . ... ... ... , . ... ......_,___ _ estrada, a– brigo aos passa l'OS na amn lí– dão dos a- 1 es. ~no elas que at!'aem a eh uva, re– no, nm o o– xigenio da 1 Dia da arvore no Instituto i , . li 1 1 1 1111 l ••I 1111 1 1 1 11..11 f I f 1 .. 1 1 l • I 1 1 1 1 f 1 1 1 1 1 1 1 1 l 4t, ll t 1 1111 I I f 1 1 f l •II l >•I tl,ful Ia ~ Por ARl\'lANDO HESKETH i ~ r • (4.n. Série Gynasial) t . ;; .. ..i.i............ . -· ...... ....... ·• • •, ..,~..-, ................ ,........ ,..... ......... ~ infanciu. é, éJ, primavera <la vida e as creanças são essas arvores novas. leves e pequeninus, plantadas no solo d,L patria. Colocar o arbusto em terreno fer– til, regá-lo ·e·· expô-lo ao sol e á luz, poda-lo, afastar de entorno dele as más qervas e os espinheiros noci– vos, dar-lhe adubo ás raizes e ar aos ramos... çÍS os cuidados que se devem dar á planta que se deseja vêr, mais tarde, arvore frondosa. E não é este o mesmo cuidado que Deus tem convosco, creanças patricias, ternos arbustos no sólo do Brasil? Vêde quanto carinho do cé11 ! Que terreno mais fertil do que o !:leio da familia e os bancos da escola para a eclosão dos sentimentos de vos– sas almas I Quanto sol e quanta luz no carinho do vossas mães, nos conselhos paternos, nas lições 1!0 mestre ! Qua11to esmero na escolha do pão que nutrirá o vosso corpo, na escolha do ensino que fortifica!'{~ a vossa razilo, na escollia dos ca- atmosfera. São Pias qne se cobro ele folhagem, para a!cgrar nos vista, e de florPs para r<'g-alo do nosso olfato. São as suas folhas ver– des que e11gl'inalcla111 os salões de festa; como são as suas folhas 11101·– tas que renovam a fertilidade do solo. Da ma.Jeira que elas fornecem o homem tira a tauoa pa1·a meza, para a casa, pnra a asscmuléa, para o tribu!~al, parn o templo, para o berço, para o féretro. E' a arvorn transformada em som qne vibra nos dedos tremulos do artista ou nas mãos calo~as do caboclo em noites de luar. E' a arvore que navega comnosco nos g,·ancles paquetes e CJm o pobre pescador- na sua bar– quinha de remos ou na sua jangada de velas. E' ela que escuta as can– çõüs da serenata, as promessas ,le esperanças, os acentos da saudade! Quanto favo delicioso que a abP– Jha fabrica no ôco dos 1 roncos com a ambrosía rlas flôres ! Quantos ver– sos não inspiraram as arvores, mu– sas elos poetas das selvas 1 li

RkJQdWJsaXNoZXIy MjU4NjU0