Vitória Régia - Março 1936

• V CTORI/\ REGl/\ 25· . mo te \'i, dimi nuida_ e resignada, .-rn te o desamor de teus .filhos, na 1•rofanação de um cé u extrange iro !... E de!->viei o olhar para não cho rar ,t tuét sorte. 9.30. Pela A\'. Nazaré, trotam ca– \·;tlo,.;. Rufam tambores. Clarinétm f,t11iarras. E' o desfile que principia. A' fr ente cavaleiros militares. ele– gr1ntes e irre prehe nsiveis, a espada l~eroica encos tada ao busto altivo. Palmas es talam de todos os lados. Fazem alto, em fr e nte ao palanque, e, com graça e airosidad e, saúdam militarmente-espada á fr ente e a , ba ixo, num re lance. Em seguida passa a !\farinha. dmirave l ! l\farcha com altivez e clonaire. Um rr bô o de p,t!mas acla– méHl. Ha unw explosüo de apotco– ._ se. Na brancura de sua farda. es tá a c.iracteristica inconfundíve l da conduta maruja. Lembre i -me de Greenhalgh t' :t\1arcilio Dia s, Barro– ~,, e Téll11andaré. Como eu os via tüo vivos e lwlos, em minha fre nte, nos batalhões que desfilavam... Passa o Ex<·rcito : Caxias e Oso– rio. O valor l' a distinção do so l– ct1do. é o qu e marcha. Altivo, im– p c,ncnte e mesmo soberbo, era se– v,-ro o porte e vir il a postura. Gma march ;1 guerreira. tão co– mum em no ss a <: passeata s . Cessa a mu s ica. Estd 1m clarins. Vozes de gargantas nwtalicas. Tambor i– lh am c;1ixas. Silencio. Passa a P olicia :Militar. P assam os Soldado s do fogo, com seus ca r– ros, para o grande incendio patriu– tico do no sso cnthusiasmo. Passa um pelohio ciclista do Nazaré. Pas– sam os Tiros de Guerra-cinco ou se is pelotões de garbosos resrrvistas. E e is qu e de ·fila, em passo unifor– me e candcnciado, o Nazaré. \'em cm S(•g uicl ü o Ginasio. Tud o quanto havia de ent us ia smo e jubil o, nr1 moci<hulf' das escolas, es tava ali. Corre to ::; e elegantes <le::Silaram por entre aplRu sos vibrantes e pRlmas estrepitosas. Atraz veem o esco te iros com seus chefes Boaven tura da Cunha e .Alvaro Fonseca. • * * Sem dPsaire ou desprimor, tirante o Exercito e a Marinha, foram os estudantes-Nazaré e Ginasio-que mais brilharam. E' que estes, mais do que ninguem, possuem a cloro– fila da juventude, o ardor moço dos jovens. São 10,15 quando te rmina o des• fi le. Todos estão conte ntes como quem satisfez um desejo, realisou uma vontad<'. · \ terra esl(t alegre. E o çóu tarn· bem . E assim foi comemornflJY o dia da Patria: e ntre o m::ul · do céu, o ouro do sól a o verdt das frond es . Lindo ! D. PEDRO lYIA~ ENTENDIDO Então wngou-sc com o Toni co. - Za ngue i-mr, porq ue m e di s~e na cara qur lh e tinha roubado 20~000. Isto é demais. -~üo !oi tanto, assim? Quanto foi 't No consultorio: Está com alta febre; deve k r muita sêde. Doutor, tire a minha febre. Pt lo que é dél sêcle, eu mesmo ne en– carrego.

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