Vitória Régia - Março 1936

24 VlCTOR!f\ RECT !\ O D ia da Patria tam bem foi sol en e no Insti– tuto . r-·o "oiA···oA.F;ATRÍÃ- :· 8.20. A prn,;a da R e p u) 1li– ca, ond" es tú s itu– ado o pa– lan qu e o– fi e ia ], r• ·- . . • ,...-, , 1 , ,r:ir ·r, 1 , 1 1 1 , , , , , • , , 1 1 , , ■ , • 1 , , , , , , , , • ~• , ■ , , , • , , , , , , , • ., , , 1 . . - . . - Por vol– ta das S .. 7 DE SETEMBRO ! • .,, t, t ..... ..... ..~ .,.,.~• ~ ••__.-,,, ..._..,.,-_.,.., ...,._ , • .,..,_, ,...,.._, ,. . ....,-. . ........ . .. ....__ . ... Nf!•tr-■,- 1• .. ·tt 1 ,,,_7 horas da manhã, mais ou menos, executavam a a lvorada em casa do Sr. Prefeito . E a alvorada para o Sr. Pre– feito , «alvorou-nos ,, lambem. F o i logo um rc buli<;o no <lormi– torio. Nas camas uma agitaçüo de i nsones , um movime nto alegre ('?) ele quem foi perturbado em s eu so– cego. Despe rtaram-nos, ass im, mais cedo que de costume . tlas a musi– ca ag railava . E ninguem mais pe n– so u e..n. _dormir. Ouvidos al e rta , acompá nh avamos, batendo com o pé ou com a mão, o rithmo da m archa. Num sobrcs,'11to, de rr·pe nte , sôa uma corneta gaiata, ú porta do dor– mit o rio. Algu em ti vera a id éa brin– calhon a dum despe r tar-s urpresa. A brincadeira v alia, e rimo-nos todos, a ba nd f:'ira despregada s. Até o lr– müo J osé nf10 se con teve. E um brincalhão, D. P edro Impro– v i~a<lo, lançou ú margem duma ca– ma d e in te rno, o nos s o brado de lilwrêla<le :- INDEPE~ DENCIA OU BOIA I * * '~ B elo como os ig uai s, o dia 7 de Sc tembro amanheceu, mai s belo a ind a, como uma bele za empres tada pelo nosso patrio tismo. Brincavam, pdo espaço, al g uma s nu ve ns bran– cas, fal rripas do )Fnçol impondPra– vcl da no ite fri ore nta. Uma brisa travessa remex ia, aqui , uma fronde de manguPira, ali , o roçar da lg um coq ueiro <'Spiclrndo, comcJ a proc ur a r ab rigo. O c<: u estava a legre. A t,·rra lam– bem. gorgi ta de povo. De um lado e d<' outro, nos passeios, a massa se acotovela anciosa, enthu s iast i,·a, fr emente. V ia -se, no s emblante de todos, uma inqu ietação, a legre e comunicat iva. A tropa que dPsfilarú , na grandP parada m ili tar, estende-se pe la Av. Nazaré, desde Dr. Mora is ú 22 d,~ Junho. Passam m ilitares a Céffétl o. E' u estado-maior que vac inspeciona-la antes da revista . Mais a traz. de au– tomove l, o GovPrnador, e o Coman– dantf' da Reg iüo . 8.50. A ,msicda de ;1umPnta. A · multidão eslu,1. () _., minutos pass,1111. Todos se inquictam, num mesmo deseio, numa mesma ancia. Olho em d1'rredor: a rm1~·a es tú li te rL1lmc ntc cheia. Em todas as ja– n t'las, caras risonh.i:-;, ros tos satis– fe itos. A al egria ,·, ?;<'mi. Na s a la– medas e n sornbrnda -;. lig ando uma mang ue ira a outr,r. V<' C'm-se cor– dões de folha s. a r ti~ticanwn te d is– pos ta -;. No a lto do<; edifícios, d<' s– fraldada aos ventos, li nda e incom– paravel; drapeja a patria flúmu la. Olho para o CC:·u: azu l. Ol ho para a s arvores: v e rd e. Olho r a ra o alto e v ejo-te, azu l e v e rd e i>a louçando, a os beijo s d<' ouro da manhü g lo– rio sa. Bande ira de minha pa tri a ! como m<' lemhr<•i de ti , com tri s t< za, tú qu e r<' pousas, pri sio nei ra e esqu1·– rid a, em muS<' LI a rg" nti no ! Como ti ve impl'Los d ,• proc lam,1r, d<' gri– tar, para qu e to d ,>s me uuv i-,<.;1•111 , o teu des tino avil ta nt<' . d ,·-- hon ro s o e indi gno para a nacionalidé1 d1 · ! Co-

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