Vitória Régia - Março 1936

14 \dCTORr F\ REGifl Exmas. Autcridad es presentes 011 representaJas. Exmas. Senhoras e Senhol'iiéls. Meus Senhores. ~lestres <ledicados e amigos. Colégas que pa1'tis. Amigos que ficai:--. SALVEI ~ Nrstc mome~to em que a alma dos Humanist:1s de 193õ, pulsa com mais viela, fui descançar a cabeça no coração sinc<>ro e amigo de meus colégas, pa1·a daí ouvir o sua ,·e rn– mor de stias arterias e repetir a vós, nazarenos que partis, a. sua can<;ãl) meiga, carn;ão essa que é um pedaço de nossa alma. Esta oorn;Jo de que falo não é sinão o pulsar vet·lle e viril do co– ração quintanista de 1930, o q11:il é aqui nesta hora cantante e harmo– niosa, o emissaria de todos os que ficam, do Adeus, dc!'lte Adeus sa11- _doso e cheio de fé, aos colég:Ls <]lle partem, y1ara enverecla1· nas alame– das da. Vi.Ia. * * ,, Hoje, dia de fest.a nPsta casa bPn– dita, rlata em que ,·ús, Diplomnndos de 1935, trarluzireis nos lahios, o sorriso sincPro ele suas almas gratas, as parede!, pai·ccPm rPprtir aos nH 1 u8 ouvidos, os ensi11amt'ntos ~u!Jlinws que vós, mestres queridos, d(-stes a nús todos, o~ qoais doslisam ain<la P•n nossa!i com•tif'ncias, como a ca– nôa. do caboclo T:q,a j1'j11io: nas aguas Larrrntas rlo cau :hlo.~o Amazonas . • "' * Humanistas. não vf'1 1ho n rn:-trar– vos dirdrize::, a :::0g11i1·: 11.lo procurn apo:itar nos marcos personificadorPs <lo Bom Camillho. Não! O que \'OU pedil'-\·os é que goanleis a virtu,Jc,, a amizade, o exemplo do trabalho, o ensinamento do mestn,, no ama– go 1l0 co ra ção; para q11 e o que êlPs fizeram por ,·,js não Sl'ja Je,·aclo 1w lo ,·e nto, como a folha que cni sf!ca e amarela do ca jueiro. * ,. * Deveis monum entalizar a \'O!-~a gratidão, no bronze eterno do cum– primento do d <> ,·<' r, para que PI.L brilhnndo como limpida esmeraltla, traduza todas ns sinceras erpernnç.is e aspirações de vossos mestres. E os c1uintanistas do 1936, rrc,,~– uendo agora de \·o;;sas mãos, a ban– deira. gloriosa que so d<'sírnlda ao soprar meig-o <ln hrisa Nnzarena, procurão, digo com todas as forças de minha alma, co1T<'sponder, no vinJouro nno, aos ancPios dos mes– tres queridos, afi111 d e que o «auri– vrrde pendão • desta casa soja hon– rado pelo trabalho e g lorilicado p<. la Virtude. Colégas qur partis, é chegado o momento em que vereis ao longr, o acenar triste <los Jpnços, o por isso já estou arrancando do peito ardrn– te nazareno, como pescadores da~ ng-nas profundas dos mares, a perola da ~aurladr, a qual pPrsonifica a su– Lli111irlarfo cio nosso Arlrns. C'oli'•g-as q110 partis. E!'!fr<•ntai com corngrnn o fé, os \'enJavais tia Vida. AUUJS. 'J\,nho dito. CLE'O BHAGA

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