Vitória Régia - Março 1936

VICTOi\.1/\ REGI t\ -------------'-- 9 ~· 1 1 1 t 1 1 . , 1 1 1 1 1 1 1 1 t •· ·• 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 f 1 1 1 1 1 t • 1 1 1 1 f 1 1 1 f 1 1 1 . ... 1 t 1 1 1 1 1 1 1 1 1 •• 1, , , ..... .... ... .. . , , 1 · ~· · 1 f 1 1 1 1 1 1 1 ~ 1 • 1 Collação de gráu de Humanistas e Contabi= ª listas do Instituto N. Senhora de Nazareth ,_1.. _l'ta1••---- ......- ,,_. ... ... ... . . ... ... _ ,..,,.,._......_ ....._.,... ... -, ..--..............-,,..___...._ ,, ••••• ••• .,,.,, •• •• 1 ...... , ,,, 1 ,1 11 -~··· ........................ - ...... , ............... ,. .......................................... _, .. ,,~, .. , ............ , ____ .. ''"' '''"' ''"' '·' ,,.,.,.• ., ..,1,, .•, 1 1 1 ,, 1 1 ,. 11,1 ... ... ... ...~, 1 1 , . ....... ... .. . . ,•• , ,,, 1 . .... ... 1 .. ... .. .. [ O discurso proferido pelo orador official da turma ( §E.RGXO HJCB.ll .§ DE Fll.H.lll.S ) ' 1~xmo. sr. Representante do Go– Ye rnador do Estado. ..\ltas antorida.ues aqui presentes ou representadas. Exmas. Senhoras. l\le:.is ~enhores. Dignos ;\lestres e caros collegas. Por um dos mais h11111il<les huma- nistas, a s:igrnda palavra entremeada por 11111a excessiva alegria, vae des– aíognr-se como um soluço de um pobre J1}ortal que della é possuído. Jnfolizmentc•, a missão de repre– sentar todos os meus companllelros ua drspedi<la <l':l uma turma que vae deixar o primeiro cenaculo da Sci– en..:ia, coulw a mim para qne soja com a minha incauta eloque11cia 1 at1 a,·essamlo todas as escalas da linguagem clara e que não apresen– tem a S<'denta magia da palavra. e o completo dissabor do phraseado. Quero manifestai· o desejo de nós todos, com accordes sinceros de se– parnção, em settas que irão exprimir no coração tle nossos mestres os supremos gemidos de discípulos que têm Dedicação e Am'Jl'. Ao principiar, devo prestai· em nome de tod0s us meus collegas, as 110!-Sas reverencias e agradecimentos pela benovolencia que provastes em jubilar com a personificação de um homem que irá sei· para nós a os– tentação do sabor e do de,·er. Quando fostes escolhido para nosso padrinho, immerliata.mente 1·aiou uma estrella indicando-nos o tôpo de uma parada glo1'iosa, cheia de ala1·des fulgurantes. Para mim, o predicado de Cícero seriam sumente as palavras qt..e de– \'ia dirigir-nos para agradecer-,·os a vossa presença aqui e a g,·atidão com que vós ouYistes ao acceit,anles o nosso convite. Quizera eu possuit- um pouco da autoridade em letl'as, que Machado de Assis fruia, para poder sincera– mente dizer-vos uma pabvra de nosso reconhecimento pela vossa po– derosa magnanimidade. Viestes ho11rnr-nos 1 como exemplo para o nosso futuro. Fixando a vossa. personalidade, na religião sois a perfeit,o sel'vo que tem amor a Deus. E' o primeiro dom sagrado e inalt,eravel que vós pos– suis com orgulho, para dar-nos o excelsor symbolo de religiosidadEI christã. Na sociedade, todos vo.s co– nhecem, tanto na magnificencia em posição social, como na rutilante trajectoria do saber. Tudo isso e toua essa complexi– dade de vosso ser, são os exomµlos maximos que permanecerão eterna.– mente nos nossos pobres espil'itos que os ambicionam. Rogamos a Deus que saibamos cumprir os deveres de ciua.dãos (\ christãos, para que os nossos mes– tres possam orgulhar-se de sempre terem alumnos que sigam o cami– nho propo1·cionado pela Religião e pC'lo De,·er. Quel'eromos mais tarde, te1· cons– ciencia de termos seguido e feito uma carrei1·a exemplificada num homem illustre, que hoje é o nosso padrinho. •

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