Vitória Régia - Março 1936

8 VIGTORI/\ REG!1' pat:a pelos moços e a sandacle dos t empos de es tudante e de professor, u Exmo. Snr. Pnraninfo evocou a 1 ecord ação da Velha Faculdade de Direito do Recife onde colh ê ra os louros de cultor e defen sor da Lei, e o co ntacto es piritual que lá t eve com a mocidr.de , quando professor, contact o ue qu e conservará as mais comovidas r eminil'l cencias. Fin almente o ano rle 1935 veio t razer a S. Exca . a oportunidade de rnni s um ensinamento a colhê!' para os mo<; os paraniníados. Neste ano qu e t ermina, comem<1ram-se r espeti– x·11mente o 40° e e 50° annh· ersario das nota.veis encí cli cas do Leão XIII, <Immortale P ei • e •Re rum nova– ru m •, os do is cod igos imortais em qn e se perpe tu arú, pelos secul os além, o rn sin o da Igreja CatoEca ace rca da solu ção dos modern os problemas sociaes. Ou t ra com emora– ção, o anni ve r~ario bi-milenar da mor te d e Horacio F laco, o principe d a poes ia liri ca la tina, d eu aso ao Exmo. Paraninfo não s ó pa ra narrar a vida do poeta qu e de escravo que nascera g algo u os degrán s de uma gloria imortal, como t ambem para sali en tar a s uperi ori dade da educa– ção i n te lec tu al lrnmanis ti ca, baseada no estudo serio dos a utores clás si– cos. Ape:lar da hora adiantada, toda a ass istencia prestou ao Exmo. Pa– rn nin fo a mais segni rla atenção, mo– viela t ão sómente pela s impat ia que envo lve o nome do orador como t·rn1bPm p1·"sa pelo alto valor lite- 1 :, ,·io do discu rso de S ua Exc1·ll en– c·ia. Ca loros o:3 aplausos coroa ram as 1il1i111as ))alavras do Ex:rn o. l'ara- 11Í11fo . --------------- - Quem o fpz tito ho111? pcrgun t OLl al :.{ll •' rn a Fran r; ois Coppée. - :\linha mãe e o Evüngoll10, rP.s– pon d,~u o c~criptu r. INJUSTIÇA -Papae, porque não me deram uma bi cycJ,~t:i como ao Dudú? - Porque és muito creança, Edu– ardo está com treze annos. Qu ando tiveres a mesma idade havemos de ver. -E ainda outra injustiça, eI!a t "m treze annos j{L ~ eu só daqui a qu1.– tro annos. Q UANTO mais a alma se une a Deus e penetra na sua immen– sidacle, mais os espaços se esten– dem diante della, mais se alargam os horizontes. E' o infinito a atra– ves sai·! Afasta pois do teu cs pirito a fal ~a id éa de encontrar des can so na t e rra. Não estás no l\fundo para gosar de Deus, mas para o amar no trabalho, no soffrimento, na lucta. Padre Schry vers ......... ' Superstição Uma mulher. comprando um bi– lh et e no jogo elo bicho exigiu os fi– naes 44. Foi sel'\·itJa ~ ganhou . Ao r eceber o dinh eiro foi inquirida pelo ban– que iro. - Po rqu n quiz pot· forç:1 um bi– lh et r elos fina es 44? - Digo-lhe já: s onh ei com se t o r a1 nPiros e se te ovelhas. Fui ao ad \'inh o JJara interprntar o s onho e ,," t e mo mand ou multipli car os al– gar is mos e ccmpra t· o bilhete com os fi nacs do r esusta,l o. E assim fi z. ~ .. te vez('S se t e 4,1. E ganh ei. O que é i, 1·( 1 Ciso 6 sa ber mu lipli rar.

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