Vitória Régia - Março 1936

VICTOR!!\ REClf\ AVE, DOlVIINAI ( Aos pés da Virgem-Um servo) Ei s-m e a 'teus pés, S enhora l Mudo e de rrubado p erante os ai tares teus, Y<'n r ido. humilh ado tro1wce i, ó S enhora n a g rnn deza tua l .•• Pr osc rito. infeliz, \' iél j0r a Yagar, rwlo:-- mu ndos - inq uiPlo- e rr e i ! erre i. S t' nhora , hu scé111 do uma nt'--sga , s iqur r, nrmi galha de bem para o meu cora~·üo... E e is que um di;i , pPregrina ndo- ,1fflito– num templo s olita ri o e ermo. qu e luz hes itante da lamparina aclarn, en ront re i- fora s te iro– mi !-'c rav(•l mendigo, acolh id a piedosa a o nwu cluro penar. . . Do c imo <lo altar, - \·ult0 de pn -dP bondade> e ,k amor, - tu a imagcm. S(' nhora, cingida de azul , vest id él de es tre llas . .. T t' us olhos. - tuas müos caririos as, ma trrnas, pi edosas, ~ t.,wm. s<·m forças. Ego audlv~ gemitum fillorum ( Ex o. Vl, 5) li -ao chão em que jazo, vencido, prostrado, cativ o, d a tua ine favel bondade. Ag ora, eu que ro, excelsa S enhora, p' ra sempre, escravo ficar ! Do teu santo se rviço sim, juro,- jamais me afastar. Tú, s e rás S enhora ! Eu , e sc ravo serei ! S e rá meu prazer, meu céu, minha glori.'..l da i\Iãe de J esus, escravo chamar-me. Contanto que , misero, eu v eja, na minha miséria, na minha pobreza, - teus labios divinos, -no gô zo da gloria- teus labios s orrirem. Se re i servo teu, Senhora , e o sou des de agora ! S erão meu , g rilhões os teus olhos de 11ãr , tão che ios de amor; t\ leu cé u ha de ser teu me igo semblan te fulgPnte a ~orrir ! (Domh1w Famulus)

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