Vitória Régia - Janeiro 1932
20 reflezos e adornando o scenario de uma ígnea m'Lnhi primaveril! ... Além, Neptuno, na immensidade de seu leito, soluça e chora . .. Manhã côr de ouro e de fictícias esperanças! . .. Que elevaç!i.o suprema envolve o pens,,mento humano! Extasiado, coritemplando estas ma– gnificencias ela Natureza, vejo descor– tinarem-se, em minha mente, os dou– rados sonhos da juventud"- ... Jlocidade ! . . . lllusões ! . . . Phan– tazias ! Uma alma que sonha. . . Uma gloria que se esboça na plumbea poei1·a do futuro ... Mocidade! .. . . . . E o homem vive de illusSes .. . •empre architectando sonhos ! ... CLETO MOURA. A "Folha do Norte" =E A= " Victoria. Regia, " E' nosso costume, ao entrar em cir– culação um novo numero da nossa re– vista, levarmos um exemplar aos nos– sos confrades da imprensa local. Assim fazendo, queremos expor o nosso trabalho á apreciação de quem a pode fazer de um modo conciso. Por quaesquer que sejam as refe– rencias ao nosso 'magazine", ficamos • bastante safüfeitos e agradecidos. Portanto, não é de estranhar a ale– gria que de nós se apoderou ao ler– mos na "folha do Norte", na sua SEC– ÇÃO Publicações, a seguinte noticia que, com contentamento, vamos repro– duzir ; ''Recebemos o n. 4 da bella revi sta "Victoria Regia'', or– gão do Gremio Litterario D. Antonio de Macedo Costa. Surprehendeu-nos a attra– hente apresentação do bello "magazine" que, de leitura material muito cuidada, bello attestado do adiantamento de nossas artes graphicas, o!"ltenta em suas 50 paginas vartada e escolhida collaboração, dignas de acurada leitura, sendo to– dos os seus artigos e noticia– rio muito interessante~"• O nosso jubilo mais se accentuou ao sabermos que a refericia noticia fora lavrada pelo distincto secretario da– quelle grande jornal que é o expoente maximo da imprensa parae1se e, quiçá, nortista. Sim, porque ao dr. Paulo El~utherio sobra auc'oriJade para cri– ticar uma revista de estudantes, já que são evidentes os seus dotes admiraveis de bom professor e de optimo litterato. A' etle e á rejacção da "folha" os 110.;sos agradecimentos. Um medico, visitando um cliente, diz que é muito esquecido e que já chegou a esquecer um pacotinho de algodão dentro da barriga de um do– ente que operara. O cliente, ao ouvir isto, muda de côr, empalidece e soua frio •.. -Que estás sentindo ?-pergunta o medico. ··-Nada, nada, doutor. E' que estou me lembrando agora que o medico que me operou o anno passado, ha– via perdido o guarda-chl!va.
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